Palmas

A necessidade de intervenção imediata no sistema de transporte coletivo de Palmas foi detectada pela comissão interna da Secretaria de Segurança, Trânsito e Transporte, de acordo com diagnóstico apresentado nesta quarta-feira, 18, aos vereadores. Para acabar com o problema da superlotação e da insatisfação dos usuários, seriam necessários mais 40,6 mil quilômetros de linhas e outros 29 veículos em circulação. O Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado do Tocantins (Seturb) propõe 39 mil quilômetros e 25 veículos.

A comissão calculou o impacto na tarifa com a introdução de 40 mil quilômetros de linha, mais 25 ônibus e o aumento salarial dos motoristas que reivindicam dois mínimos. Sem contar prováveis reajustes no preço dos combustíveis nem a necessidade de contratação de mais motoristas, o grupo concluiu que a passagem teria de custar R$ 2,50. O Seturb pedia R$ 2,40, pois levava em conta apenas 39 mil quilômetros de linhas. Os novos ônibus só vão parar nas estações, o que deve diminuir a superlotação, prevê o coronel Benvindo, secretário da pasta minicipal.

O diagnóstico ainda vai ser apresentado à Câmara Temática do Conselho Municipal de Trânsito. Se aprovado, o reajuste da tarifa só entrará em vigor em 90 dias.

O vereador Carlos Braga (PMDB) pediu aumento no número de faixas de pedestres, solicitação reforçada por Lúcio Campelo (PR). Valdemar Júnior (DEM) disse qualquer aumento tem de estar vinculado à volta dos ônibus com ar condicionado e à instalação de novas estações com total infraestrutura.

Participaram da reunião, além de Braga, Campelo e Valdemar, os vereadores Folha (PTN), Bismarque do Movimento (PT), Fernando Rezende (DEM), Divina Márcia (PTN) e o líder do prefeito Raul Filho (PT) na Casa, Milton Neris (PT). Esteve presente, também, o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano do Estado do Tocantins (Seturb), José Antônio dos Santos, o Toninho da Miracema.

Fonte: Ascom Câmara de Palmas