Polí­tica

Foto: Koró Rocha

O deputado Osires Damaso (DEM) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa do Tocantins na manhã desta quinta-feira, dia 2, para manifestar sua preocupação com a escalada da violência que atinge a população brasileira e, em especial, o povo tocantinense.

Depois de enumerar alguns fatos vividos por sua própria família que teve suas casas e empresa invadidas por bandidos nas últimas semanas, o presidente do Democratas no Tocantins destacou a situação vivida pela comunidade de Divinópolis, quando toda a população, incluindo as duas autoridades policiais, foi feita refém dos bandidos de uma só vez.

“Temos de unir forças com o governo do Estado e buscar soluções e melhorias para que as nossas polícias tenham condições de garantir uma vida tranqüila e segura”, ressaltou Damaso, antes de conclamar a todos a mudarem as leis e, se preciso for, colocar os oficiais da PM nas ruas protegendo a população.

“Nossa sociedade não precisa de tenentes e capitães atrás das mesas e fazendo trabalho burocrático, mas sim temos que contar com eles na defesa do cidadão”, enfatizou.

Damaso fez questão de ressaltar as dificuldades para o atual governo de recuperar, em apenas seis meses, “a situação de descaso com a segurança pública foi tratada nos últimos oito anos”. Ele sugeriu a realização de uma audiência pública ampla e sem restrições. “Para discutir não como críticos do Governo ou seus apoiadores, mas como auxiliares, pois o momento e a situação exigem que esqueçamos as cores partidárias e que sejam realizadas ações na busca de soluções”, encerrou.

Em apoio ao colega, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, deputado Eli Borges (PMDB), também foi à tribuna falar sobre a violência. Ele ressaltou a necessidade de o governo apoiar melhoras nas instituições que cuidam dos dependentes químicos. “Eu entendo que a repressão é importante, mas o Governo tem que melhorar o seu trabalho e abrir clínicas de tratamento de dependentes químicos”, afirmou.

Eli Borges também enfatizou a importância da família e o cuidado com os filhos, em especial com o conteúdo televisivo. “O que vai acontecer com uma criança que assiste a um filme em que o herói é aquele que matou mais pessoas, roubou mais ou deu mais rasteiras nos outros?”, chamou à reflexão.

Fonte: Dicom AL