Polí­tica

Foto: Fabiola Dias

Deu entrada no plenário da Assembleia Legislativa, na manhã desta terça-feira, 28, a Medida Provisória nº 18, que trata do aumento salarial do segundo escalão do secretariado estadual. O assunto já havia sido debatido na Casa, na última semana, quando foi aprovado o reajuste dos vencimentos dos secretários de Estado.

De acordo com a Medida Provisória, já publicada no Diário Oficial do Estado, o aumento deverá ser aplicado a secretários executivos e subsecretários – que terão seus salários aumentados para R$ 12 mil; além de outros cargos como presidentes de autarquias, de órgão autônomo e de fundação, chefes de Estado Maior, que terão seus vencimentos reajustados para R$ 10 mil.

Em entrevista ao Conexão Tocantins, durante a sessão, o deputado governista Marcelo Lelis (PV) defendeu o aumento para os representantes do segundo escalão do governo. Segundo ele, os vencimentos destes funcionários da administração estão defasados, o que justifica os reajustes. “Basta comparar com o nível salarial da prefeitura da Palmas”, disse.

O deputado ainda frisou que a medida visa sanar problemas recorrentes da administração pública. “Entre eles, a corrupção”, completou.

Contudo, altos salários não parecem redimir este problema que tem sido uma constante tanto na administração pública, quanto em outros setores do Poder Público. No Tocantins, um caso que tem chamado a atenção é a operação Maet, da Polícia Federal, que investiga denúncias de venda de sentenças por desembargadores do Tribunal de Justiça do Tocantins, que recebem mensalmente mais de R$ 25 mil.