Saúde

Foto: Divulgação Dr. Antônio Teles, oftalmologista do HOB- Palmas Dr. Antônio Teles, oftalmologista do HOB- Palmas

A estação mais quente do ano no Tocantins já começou e os fortes ventos aliados a poeira exigem um cuidado a mais com os olhos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destacou no início do mês de julho, que a umidade relativa do ar pode cair em 30% em várias estados brasileiros, entre eles o Tocantins. O aumento de temperatura aliado a baixa umidade são fatores que aumentam as possibilidades de irritações oftalmológicas, como a conjuntivite alérgica e principalmente a Síndrome do Olho Seco, conforme alerta o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) em Palmas, Dr. Antônio Teles.

Segundo Teles, é nesse período que aumenta a incidência de quadros de olho seco, porém essa patologia pode ocorrer durante o ano todo. “A baixa umidade do ar, o calor forte acaba causando uma alteração na superfície ocular levando a um quadro de ressecamento dos olhos e em conseqüência, aumenta a chance de infecções oculares como a conjuntivite bacteriana, explica o oftalmologista, especialista em córnea e doenças externas.

A doença que começa com uma simples coceira nos olhos e ardência, pode causar desde inflamação dos olhos até dor ocular, além de infecções oportunistas que, em alguns casos – mesmo que raramente- podem levar a redução da visão. “Os sintomas as vezes são vagos, vão de uma coceira, prurido, embaçamento visual, dor, olhos vermelhos e oscilação da visão durante o dia, completa Teles, sobre a Síndrome do Olho Seco. Ele ressalta que apesar da doença se chamar Síndrome do Olho Seco, o nome é injustificado, pois muitas vezes o problema não está na falta de lágrima mas na qualidade da lágrima que não mantém um adequada lubrificação da superfície ocular.

Diagnóstico e tratamento

Como a Síndrome do Olho Seco é uma doença crônica e incurável é muito importante um acompanhamento com um oftalmologista. As doenças reumatológicas, distúrbios hormonais, uso inadequado de maquiagem nos cílios e inflamações na região periocular podem fazer com que a doença venha à tona. “Além dos fatores climáticos, o uso de computador, ar condicionado e poluição são fatores externos que auxiliam no aparecimento da patologia”, conta o oftalmologista.

De acordo com Teles, o diagnóstico correto é feito através de corantes essenciais, no consultório do oftalmologista e o teste Schirmer que mede a quantidade de lágrima presente no olho.

Uma boa dica para quem passa o dia em frente ao computador em ambiente fechado com ar-condicionado é a lembrança de piscar mais vezes, o que aumenta a lubrificação dos olhos. “A lágrima tem função de manter a superfície ocular em equilíbrio, prevenindo infecções, mantendo a qualidade visual e lubrificação ocular”, diz Dr. Teles.

As alternativas de tratamento da síndrome do olho seco vão desde a utilização de lágrimas artificiais, à aplicação de colírio para estimular a produção de lágrimas e alteração na dieta alimentar com adição de Ômega 3. “O tratamento é feito em cima da doença de base se houver [controle de doenças inflamatórias e reposição da lágrima através de colírios lubrificantes. Em casos mais severos é necessário a colocação de plugs nos pontos lacrimais para evitar a perda excessiva de lágrima.

A Síndrome do Olho Seco não escolhe seus alvos por sexo. No entanto, as alterações hormonais femininas geradas na pós-menopausa podem ser desencadeantes do seu surgimento. Tabagismo e distúrbios alimentares também podem levar ao aparecimento do problema.

DICAS

- Ingerir bastante líquido e utilizar somente óculos de sol com proteção (UV- A/ UV- B) são medidas preventivas que ajudam na saúde ocular.

- Mantenha o quarto ao dormir o mais úmido possível com umidificadores, toalhas molhadas, bacias com água, etc.- Evite o ato de coçar os olhos, pois o ato pode levar a contaminação da região ocula

- Fala uso de maquiagem dos cílios com moderação e mantenha os olhos higienizados

- No início de qualquer irritação ocular, procure um oftalmologista para o correto diagnóstico