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O Procurador Geral de Justiça, Clenan Renalt de Melo denunciou nesta quinta-feira, 18, nove prefeitos e pediu afastamento de dois deles.

Dentre os denunciados estão de Crixás do Tocantins, Silvânio Machado Rocha, de Félix do Tocantins, Jânio Silva Mendonça, de São Salvador do Tocantins, Denival Gonçalves da Cruz, de Gurupi, Alexandre Tadeu Abdala e ainda os gestores de Dois Irmãos do Tocantins, João Carlos Botelho Martins, de Piraquê, Olavo Júlio Macedo, Neodir Saorin de Goiatins, João Emídio Felipe de Miranda de Brasilândia e de Luzinópolis, Carla Cristina da Silva.

As denúncias são em várias áreas e envolvem irregularidades envolvendo o dinheiro público, danos ao meio ambiente, má utilização de bem público, notas fiscais falsas e clonadas

O prefeito de Piraquê está preso atualmente e dessa vez foi acusado de crimes envolvendo irregularidades no Programa Cheque Moradia.

Procurado pelo Conexão Tocantins o presidente da Associação dos Municípios, prefeito de Tocantínia Manoel Silvino (PR) afirmou que ainda não tem conhecimento das denúncias mas que a entidade vai averiguar os motivos.

No entanto, mesmo representando os municípios a associação não pode atuar em casos onde a denúncia envolve apenas atos do prefeito. “Vamos estar analisando as denúncias e se a ATM entender que o prefeito está sendo injustiçado nós vamos interceder”, frisou.

As providências serão tomadas, segundo o presidente, nas denúncias que forem feitas sem fundamentação jurídica.

Ação do MPE

Nos últimos meses e com a proximidade das eleições de 2012 o MPE intensificou as denúncias contra as prefeituras. Para o presidente a intenção é ganhar destaque. “O MPE está no papel dele mas está dando muita importância aos prefeitos para moralizar e também porque prefeito dá ibope”, salientou.

O presidente relatou ainda que alguns erros na administração são cometidos às vezes sem intenção de gerar prejuízo para os cofres públicos. “Muitas vezes ele (o prefeito) não consegue provar que não houve má intenção”, frisou.

Outro ponto que Silvino chamou atenção é para a situação de maioria das prefeituras do Tocantins. “As prefeituras estão desestruturadas, os recursos são poucos, pessoal desqualificado”, enumerou.