Cultura

O Incra lançou, dia 17 de agosto, processo de licitação para contratar empresas, fundações e outras pessoas jurídicas para elaborar relatórios antropológicos de 158 territórios quilombolas em 16 estados. O objetivo é acelerar o processo de regularização das áreas, que culmina com a concessão do título de propriedade da terra às comunidades, beneficiando 15,9 mil famílias no País.

No Tocantins, dez comunidades serão contempladas com a elaboração do relatório, beneficiando mais de 800 famílias remanescentes de quilombos. Os territórios estão localizados nos municípios de Arraias, Brejinho de Nazaré, Chapada da Natividade, Conceição do Tocantins, Mateiros, Natividade e São Félix do Tocantins.

O aviso de licitação - na modalidade pregão eletrônico, do tipo menor preço global, por lote - foi publicado no Diário Oficial da União de quarta-feira (17). Os interessados terão até às 10h do dia 29 de agosto para enviar as propostas de realização do trabalho, que envolve levantamento de campo, pesquisas etnográficas, bibliográficas e documentais para a caracterização histórica, econômica, sociocultural e ambiental das comunidades.

O investimento estimado pelo Instituto para a elaboração dos relatórios, incluindo todos os serviços necessários à execução é de R$ 8,46 milhões. Foram tomados como referência os valores praticados em casos de prestação de serviços de mesma natureza, em especial, as parcerias firmadas pelo Incra, além de pesquisa de preço realizada junto ao mercado.

Regularização

O relatório antropológico é a peça inicial do processo administrativo de regularização dos territórios quilombolas. A missão foi atribuída ao Incra em 2003, com a promulgação do Decreto nº 4.887, que regulamentou o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas pelos remanescentes das comunidades dos quilombos de que trata a Constituição Federal, em seu Artigo 68, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

Atualmente, há 1.068 processos de regularização fundiária de territórios quilombolas instaurados nas Superintendências Regionais do Incra.

No Tocantins, o Incra está regularizando os territórios das comunidades Kalunga do Mimoso (Arraias e Paranã), Barra da Aroeira (Santa Tereza e Novo Acordo) e Grotão (Filadélfia). Em junho, o Instituto e a Universidade Federal do Tocantins assinaram termo de cooperação para atender outras seis comunidades com a elaboração de relatórios antropológicos. (Assessoria de Imprensa Incra)