Polí­tica

Foto: Divulgação/Secom

Dias depois do episódio na missa do Senhor do Bonfim, em Natividade, na segunda-feira, 15, quando o governador Siqueira Campos (PSDB) teria ficado irritado após críticas do padre Joatan no final da celebração, o pároco falou ao Conexão Tocantins sobre o assunto.

Cauteloso, o padre frisou que não ouviu diretamente o governador o chamando de “moleque e ladrão”, mas disse que ficou sabendo por terceiros, como fontes relataram ao Conexão Tocantins. “Eu ouvi falar mas não me incomodo e nem estranho, você sabe como ele é”, salientou.

O padre afirmou ainda que houve uma falta de comunicação com relação ao assunto já que a crítica que fez com relação a atuação de alguns policiais militares não se referia à atual gestão. “Isso aconteceu no governo passado conversamos com o coronel Marielton no dia 28 de junho e afirmamos que não somos contra ninguém nem seu credo mas que as pessoas não podem usar o serviço público para proselitismo religioso”, afirmou se referindo à postura de alguns militares que estavam à serviço na Romaria.

Para Padre Joatan mesmo a indisposição do governador com relação a ele por causa de sua fala não tirou o sucesso da festa. “A romaria esse ano foi muito boa a polícia fez um trabalho maravilhoso”, disse.

Sobre a postura do governador com relação à suas declarações padre Joatan disse que infelizmente não é possível agradar a todos mas que tem o apoio do bispo. “Eu entrego todas essas coisas para o Senhor do Bonfim como prova de devoção e provação”, salientou.

O pároco afirmou ainda que lamenta a repercussão do assunto. “Eu fiz o que era meu dever: acolher o governador com dignidade. Ele foi muito bem recebido, oferecemos um café depois da missa”, conta.

Questão política

Na repercussão do episódio a postura do padre foi atribuída a um envolvimento político com o ex-governador Carlos Henrique Gaguim (PMDB) para quem ele teria inclusive pedido votos no pleito de 2010. “Todos são livres para a escolha, isso é infantilismo político”, salientou.

Na opinião do padre o Tocantins ainda é refém da política e as lideranças não são renovadas.