Polí­tica

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Nesta sexta-feira, 26, o secretário de Planejamento e Modernização Pública da Gestão, Eduardo Siqueira Campos (PSDB) falou ao Conexão Tocantins sobre as movimentações do governo para o pleito de 2012.

“O processo de coordenação e articulação é parte integrante do êxito governamental. Estabilidade administrativa gera estabilidade política, as duas coisas andam juntas porque o governo é constituído através do voto do povo”, salientou.

Eduardo revelou que já conversou com os presidentes dos partidos aliados como o PSD (ainda em criação) que tem à frente a senadora Kátia Abreu, O PR coordenado pelo senador João Ribeiro, Democratas que tem no comando a deputada federal Dorinha Seabra Rezende e Osíres Damaso, o PV do deputado Marcelo Lelis, e outras legendas do grupo inclusive os partidos menores como PRB, PTC, PTN, PMN e outros.

Até o mês de outubro as movimentações estão a cargo dos presidentes dos partidos que estão cuidando das novas filiações e da organização interna. “Até outubro cada partido está fazendo seu trabalho. Por enquanto estamos conversando com cada um dos partidos”, afirmou.

O grupo fará um levantamento da situação dos partidos da base, nos 139 municípios, segundo Eduardo. “Vamos ver em cada município qual a situação da composição dos partidos. Temos que sentar e daqui para o inicio do processo buscar o entendimento para conseguir candidato único da base do governador”, frisou.

Uma reunião ainda sem data marcada vai ser realizada para analisar o quadro político dos candidatos aliados nos municípios. “Precisamos respeitar a base onde tem mais de uma força disputando”, completou.

Palmas

Indagado sobre a disputa em Palmas onde o grupo tem a pré-candidatura natural do deputado Marcelo Lelis e ainda outros nomes como o tucano Eduardo Gomes, o secretário frisou que não pode falar em direito adquirido para uma força no momento. “Nós temos compromisso de haver lealdade, franqueza e espírito aberto para a construção”, avaliou.

Eduardo ponderou ainda que acha um “jogo pouco honesto” lançar pré-candidaturas e trabalhar preferencialmente para uma. “Prefiro sentar na mesa e ouvir todas as ponderações”, disse.

O governo não pretende, segundo as declarações do secretário, criar uma pasta específica para tratar dos assuntos políticos mesmo com relação ao pleito do próximo ano. “Não cabe mais uma secretaria de governo”, retrucou.

Relação com a Assembleia

Analisando a vantagem do governo nas últimas votações na Assembleia Legislativa inclusive a não aprovação da convocação ao secretário de Infra-Estrutura, Alexandre Ubaldo, para prestar informações sobre dispensa de licitações o secretário afirmou que a Assembleia está com as forças políticas equilibradas. “Estamos construindo um processo que vem melhorando. Estamos equilibrados, não perdemos votações importantes”, salientou.

Eduardo frisou porém que a oposição luta pela instabilidade. “Esse é o papel dela”, completou.