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Campo

Foto: Divulgação

Desde o final de 2010, o Tocantins teve seu status de área livre de Sigatoka Negra suspenso, impossibilitando que o Estado exporte banana ou mudas. Para tentar reverter esse quadro, a Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário em parceria com o Ruraltins está realizando uma força tarefa, na região da Serra da Lopa, para orientar os produtores sobre as medidas fitossanitárias e administrativas exigidas pela legislação, para que o Ministério da Agricultura vistorie e libere a comercialização da produção das unidades vistoriadas. A Serra da Lopa abrange os municípios de Miracema do Tocantins, Miranorte, Rio dos Bois, Abreulândia, Barrolândia, Dois Irmãos e Paraíso do Tocantins.

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Vegetal da Seagro, José Américo Rocha Vasconcelos, é necessário que o produtor tenha aderido ao Sistema de Mitigação de Risco, que é a integração de diferentes medidas de manejo de risco das pragas, das quais pelo menos duas, atuam independentemente com efeito acumulativo para atingir o nível apropriado de segurança fitossanitária. “Os produtores que estiverem cadastrados no Sistema de Mitigação de Risco, e em conformidade com as exigências do Mapa, estão aptos para a comercialização da sua produção para outros estados”, explica.

Fazem parte do Sistema de Mitigação de Risco: unidades de produção, casas de embalagem e beneficiamento de banana, empresas de higienização de caixas plásticas e técnicos credenciados para emissão de CFO.

Prejuízos

A Sigatoka Negra é uma praga causada por um fungo chamado Mycosphaerella fijiensis e atinge, primeiramente, as folhas mais novas da bananeira, causando estrias (linhas) marrons. Com o avanço da doença, as folhas têm morte prematura e os prejuízos podem chegar até 100% da plantação.

Essa praga tornou-se o principal problema fitossanitário da cultura da bananeira em vários países produtores. Devido à agressividade da doença, as perdas na produtividade das bananas podem atingir até 100%, com graves consequências para os pequenos produtores que terão dificuldades em realizar os tratamentos recomendados. A Sigatoka Negra dissemina o fungo através das mudas, frutos, folhas e partes das plantas da bananeira.

A doença afeta as principais variedades de bananeiras cultivadas atualmente, como a prata, a nanica e a maçã. Devido à destruição do limbo foliar pelo ataque do patógeno, ocorre consequentemente a redução da área fotossintética repercutindo na morte precoce das folhas e enfraquecimento da planta, diminuição do número de pencas e tamanho dos frutos, maturação precoce dos frutos, enfraquecimento do rizoma e perfilhamento lento.

Legislação

Legislação Federal: Instrução Normativa n.º 41, de 21 de junho de 2002. do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária, que determina os procedimentos a serem adotados pelas unidades da federação onde for detectada a presença da praga Sigatoka Negra - Mycosphaerella fijiensis (Morelet) Deigton. (Ascom Seagro)