Polí­tica

Foto: Divulgação

Em pronunciamento feito na sessão da manhã desta quinta-feira, 1º, na Assembleia Legislativa o deputado Stálin Bucar (PR), ausente nas reuniões parlamentares nesta semana, voltou sua artilharia para o governo do Estado, com relação aos contratos com a empresa Rivolli. De acordo com ele, o próprio Siqueira Campos (PSDB) já havia criticado as relações entre gestões anteriores e a empresa.

Stálin, citando uma suposta fala do governador enquanto candidato em 2010, havia salientado os valores gastos pelo governo de Marcelo Miranda (PMDB) com a empresa. “Durante a campanha de 2010, o próprio governador criticou a contratação dessa Rivolli. ‘É uma coisa que machuca o meu coração, uma empresa que levou quase meio bilhão de reais do nosso Estado’”, disse, parafraseando Siqueira.

No final de julho, segundo Stálin, o governo do Estado firmou novo contrato com a empresa para prestação de serviços à administração pública, no valor de R$ 47 milhões, mesmo sendo alvo de críticas do próprio Siqueira. “Ele está tendo um lapso de memória. Ele não está mais com suas faculdades mentais em função de administrar um Estado”.

As relações entre a empresa Rivolli e o governo do Estado foram abordadas pelo Conexão Tocantins, no princípio de agosto. Contudo, segundo Stálin, o ex-secretário desistiu de levar as denúncias a diante por conta de relações com o governo. “O ex-secretário que ameaçou entrar no STJ, sobre as contas da Rivolli, está caladinho. Por que prometeram pra ele, dia primeiro de janeiro, uma vaga no senado. E vamos ver se ele vai se pronunciar daqui pra frente”, acusou.

Outro ponto levantado pelo deputado, foi a visita feita pelo secretário Estadual do Planejamento e Modernização da Gestão, Eduardo Siqueira Campos, ao quarto de hotel do ex-ministro José Dirceu, denunciado pela Veja, nesta semana. Na ocasião, o secretário foi flagrado pelas câmeras do hotel levando uma sacola ao quarto de Dirceu.

Segundo Stálin, mesmo não sendo confirmado o conteúdo da sacola, este seria caso para desconfiança. “Estão saqueando o Estado do Tocantins. A revista Veja publica uma matéria onde o secretário de planejamento desfila em um corredor de um hotel com uma sacola e sabe-se lá o que é que tem dentro. Eu sei o que tem dentro. É dinheiro do Estado do Tocantins. Dinheiro desviado dessas empreiteiras que não tem licitação para tocar obra”, completou.