Educação

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O secretário estadual da Educação, Danilo de Melo, recebeu nesta quinta-feira, 23, em seu gabinete, a procuradora do Trabalho Mayla Mey Alberti. A pauta da reunião, que teve também a participação do secretário executivo da Seduc, Ricardo Marinho e a subsecretária de Educação Básica, Marciane Machado, foi a formação de uma parceria para que a ações preventivas em relação ao trabalho infantil ocorra também nas escolas da rede estadual.

O objetivo dos dois órgãos é convidar os membros do Fórum Tocantinense para a Proteção e Erradicação do Trabalho Infantil e Promoção da Aprendizagem (Fetipa), para participar das discussões. “A nossa intenção é convidar os membros do Fórum para juntos construirmos as propostas que nos permitam levar para as escolas a temática da prevenção ao trabalho infantil”, disse Danilo. De acordo como secretário, a abordagem do tema fará parte do currículo das escolas da rede estadual. “essa temática precisa estar em debate na sala de aula com mais freqüência, não numa disciplina específica, mas interdisciplinarmente. Podemos também envolver os grêmios estudantis nas ações e elabora um material didático específico”, pontuou.

Segundo Mayla, ações como esta já são realizadas em algumas escolas municipais, mas o objetivo é extender o trabalho de combate à exploração infantil para todas as escolas do Estado. “Temos parceria com escolas de vários municípios e queremos que essas ações sejam implantadas também nas escolas estaduais, tanto no Ensino fundamental, como no ensino Médio”, explicou.

A reunião extraordinária entre Seduc, Ministério Público do Trabalho e demais integrantes do Fórum deve acontecer ainda este ano, ocasião em que entidades e movimentos sociais também serão convidados a participar.

Trabalho infantil no Tocantins

De acordo com o IBGE/ PNAD 2009, o Tocantins está em 1° lugar no ranking nacional de crianças trabalhando na faixa etária de 5 a 17 anos. São 54.994 crianças e adolescentes no trabalho infantil, o que corresponde a 15,75% da população nesta faixa-etária. Se considerarmos a faixa etária de 5 a 14, em que não é permitido nenhum tipo de atividade profissional, este dado é de 21.864 crianças e adolescentes. (Ascom Seduc)