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Foto: Lia Mara Aeroclube de Porto Nacional Aeroclube de Porto Nacional

O número de profissionais da aviação civil no Brasil que deve se formar nos próximos três anos não será suficiente para preencher as vagas que surgirão, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo e das Olimpíadas, que vão trazer muitos estrangeiros para o Brasil e aumentar o movimento nos aeroportos, avalia o vice-presidente do Aeroclube de Porto Nacional, padre Paulo Sérgio Maya Barbosa. A previsão é de que vai faltar piloto em cinco anos.

Avaliando esta perspectiva, o governador Siqueira Campos decidiu firmar convênio com o Aeroclube de Porto Nacional, um dos mais tradicionais formadores de pilotos do país (atua desde 1955), no qual o governo do Estado vai estabelecer 53 bolsas para militares, estudantes da rede estadual de ensino e servidores públicos, com cobertura de 100%para o curso teórico e de até 20% para o curso prático. As bolsas serão distribuídas ainda neste primeiro semestre do ano e seguirão critérios a serem definidos pela direção do aeroclube de Porto Nacional.

Os custos para a formação destes profissionais são geralmente altos e, com as bolsas parciais, o Governo do Estado vai facilitar a formação de pessoas de classes menos favorecidas que antes não teriam acesso a estes cursos e que agora poderão se formar em importante profissão, além de oportunizar aos servidores com melhor desempenho de função o acesso ao curso de formação de pilotos civis, principalmente na carreira militar, com curso de pilotagem de helicópteros.

Aeroclube

Porto Nacional é um polo tradicional de formação de pilotos e reúne o maior número proporcional destes profissionais no Estado. A capital tocantinense do aviador, como é conhecida a cidade, contribuirá, ainda mais, para a capacitação de pessoas aptas a fazer provas para pilotos de aeronaves. Um dos grandes exemplos de pilotos bem sucedidos formados pelo Aeroclube é o senador tocantinense Vicentinho Alves (PR/TO). Além dele, outro profissional de destaque no Tocantins é o piloto Elton Aires, que se tornou o primeiro tocantinense a fazer voos interestaduais e internacionais na cabine de um Boeing. (Secom)