Polí­tica

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Um outro ponto bastante batido pelos vereadores de Palmas no pedido de CPI, aprovado recentemente pela Câmara de Palmas, foi um suposto Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado pelo empresário dono do Capim Dourado Shopping, Carlos Amastha, para a construção do Parque das Borboletas Azuis, ao lado do empreendimento. A acusação, no entanto, segundo Amastha, não procede, por um simples motivo: não existe este compromisso.

De acordo com o empresário, em momento algum ele se comprometeu a construir, na área verde ao lado do shopping, um parque, ou área de lazer. Amastha, contudo, frisou que pretende construir o Borboleta Azul, sim, mas por vontade própria, por ser uma ideia sua. “Este parque não tem nada a ver com compromisso para construção, e nem com o Capim Dourado. É uma obra que quero deixar para a cidade, meus filhos e netos”, completou.

A base da acusação dos vereadores, no que diz respeito ao Parque das Borboletas Azuis, é que o empresário teria deixado de cumprir um acordo firmado junto à Prefeitura de Palmas, como contrapartida da construção do shopping. A construção do parque, de acordo com o empresário, está travada sim, mas por conta de conflito de interesses.

Segundo Amastha, o terreno onde hoje se encontra esta área verde e, portanto, destinada ao parque, pertence ao governo do Estado, contudo, a responsável pelo alvará e licença ambiental para a construção é a Prefeitura. “O governo deveria doar o terreno para a Prefeitura, para que fosse concedida a licença. Mas o governo não quer doar a terra e a Prefeitura não quer receber” salientou.

De acordo com o empresário, a batalha pela construção do parque se arrasta há mais de dois anos, desde que entrou com o primeiro pedido de autorização para construir. “Que traga aqui, hoje, um vereador, a permissão para eu construir o parque, que em questão de horas as obras começam”, desafiou.

Multa ambiental

Além da construção do Parque das Borboletas Azuis, outra questão ambiental elencada pelos vereadores no pedido de abertura de CPI, foi um foco de poluição do Córrego Brejo Comprido, ao lado do shopping. Segundo a acusação dos parlamentares, detritos vindos do empreendimento, estariam sendo lançados no córrego, sem tratamento, poluindo as águas.

Amastha, contudo, explicou que realmente houve uma penalidade por conta de questões ambientais mas que foi durante fase das obras do Capim Dourado Shopping. Segundo o empresário, enquanto era construído o empreendimento, detritos sólidos não foram descartados corretamente, e as fossas do canteiro de obras exalavam mau cheiro.

Contudo, Amastha frisou que a multa aplicada pela Prefeitura, cerca de R$ 15 mil, foi reaplicada em ações sociais. “Aplicamos o dinheiro, conforme solicitação da Prefeitura, para o aluguel de um ônibus para levar técnicos e catadores de lixo para um congresso em Belo Horizonte”, frisou.