Polí­tica

Foto: Koró Rocha Stálin Bucar agradeceu deferência do líder do Governo Stálin Bucar agradeceu deferência do líder do Governo

Durante a sessão ordinária da tarde desta quarta-feira, 21, na Assembleia Legislativa, o deputado Stálin Bucar (PR) solicitou do parlamento as assinaturas necessárias para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a situação da saúde pública do Estado, além do contrato entre governo e Pró-Saúde, para administrar 17 hospitais no Tocantins.

De acordo com o deputado, a iniciativa da CPI é por conta das constantes notícias de irregularidades nos hospitais administrados pela empresa, o que culminou na retomada da gestão do Hospital Geral de Palmas pelo governo do Estado. “Está instaurado o caos na saúde pública do Tocantins”, alertou.

O deputado ainda questionou o alto valor pago pela gestão de Siqueira Campos para que a Pró-Saúde administre os hospitais. “Uma receita de R$ 268 milhões para uma empresa contratada sem licitação, é um valor muito alto. Onde está sendo investida essa verba?”, questionou.

Durante discurso feito na tribuna da AL, o deputado lembrou de um pedido de CPI que ele próprio apresentou em 2007 quando do governo de Marcelo Miranda (PMDB). Na ocasião, segundo ele, deputados que hoje estão na base governista assinaram o pedido. Deputados como Amélio Cayres(PR), Marcelo Lelis (PV), Raimundo Palito, (PP), Raimundo Moreira (PSDB) e José Gerado (PTB) estão na lista.

Até o momento seis deputados já assinaram o novo pedido de CPI do deputado Stálin Bucar. Além do próprio Bucar, os deputados José Augusto Pugliese (PMDB), Solange Duailibe (PT), Eli Borges (PMDB), Wanderlei Barbosa (PSB) e Luana Ribeiro (PR) também assinaram o pedido de Stálin. O deputado, no entanto, destacou que ainda espera a assinatura dos outros deputados do PMDB, além do deputado Sargento Aragão (PPS). “Eles dizem que são de oposição, mas se forem somente na fala, não adianta”, cobrou.

O pedido de CPI precisa da anuência de 1/3 dos 24 parlamentares, ou seja precisa ter oito assinaturas para ser levado à apreciação do plenário da AL. Stálin já frisou, no entanto que, mesmo que não consiga recolher o número mínimo de assinaturas, pretende recorrer à instâncias superiores para investigar a situação da saúde pública do Estado. “Se nós não conseguirmos as assinaturas, vamos recorrer à justiça para ver como fica essa situação”, finalizou.