Educação

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Está previsto para ser realizado esta próxima terça-feira, 10, o processo eleitoral que vai definir o novo reitor da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Ao todo, duas chapas concorrem à vaga atualmente ocupada pelo professor Alan Barbiero duas vezes eleito para o cargo. Uma delas é encabeçada pelo pró-reitor de Pesquisa , Márcio da Silveira, que tem como vice a professora Isabel Cristina Auler. Já na Chapa 2, traz os nomes do atual vice-reitor, José Expedito Cavalcante como candidato a reitor e Aurélio Picanço, como vice-reitor.

A principal plataforma levantada por ambos candidatos, em entrevista ao Conexão Tocantins na manhã desta segunda-feira, 9, foi a necessidade de descentralização da UFT. Ao todo, A Universidade Federal do Tocantins é dividida em sete câmpus distribuídos entre Palmas, Araguaina, Gurupi, Porto Nacional, Miracema do Tocantins, Tocantinópolis e Arraias.

José Expedito

De acordo com o atual vice-reitor da instituição, José Expedito, sua experiência como diretor do campus de Araguaina, o credencia para disputar este processo. “Temos uma experiência prática que vai nos auxiliar muito neste processo de descentralização da UFT que é de extrema importância para a universidade”, salientou. Conforme o candidato a reitor, esta descentralização trará maior autonomia para as sedes da universidade, situadas no interior.

Além disso, Expedito frisou que sua base de discussão partiu de uma necessidade de conscientização política dentro dos muros da universidade, “que é diferente da política partidária”. De acordo com o candidato, “a partir do repensar a política estudantil, universitária, nós poderemos formar novos líderes para a universidade”, completou.

Márcio da Silveira

Já o pró-reitor de pesquisa e também candidato, compartilhou a necessidade de descentralização das atividades administrativas da UFT. De acordo com Márcio da Silveira, uma de suas principais metas é conseguir criar um registro (CNPJ) para cada campus da universidade. Desta forma, segundo ele, será possibilitada a administração do crescente orçamento que a UFT recebe. “Nós éramos de R$ 10 milhões. Hoje somos de R$ 167 milhões. Por isso é preciso descentralizar. Vamos nos empenhar para trazer mais recursos externos para a Universidade”, explicou.

Como estratégia de campanha, Márcio da Silveira salientou que adotou a medida de divisão de grupos para trabalhar em cada campus da UFT. “Nós fizemos uma divisão de grupos onde cada um ficou em um campus. Hoje estou em Gurupi, que é um dos principais polos da UFT, percorrendo as salas e conversando com alunos, técnicos e professores”, finalizou.

A eleição

Vale ressaltar que o processo eleitoral que inicia amanhã é composto por três etapas, conforme já antecipou o Conexão Tocantins. A primeira é esta consulta pública em que cada estudante, técnico e professor da UFT vai às urnas votar, cabe destacar que neste ano os votos são paritários, ou seja, tem o mesmo valor na hora da apuração.

Passada primeira etapa, o resultado das urnas é encaminhado para o Conselho Universitário, onde é formada uma lista de três nomes para ser encaminhada para o Ministério da Educação. Como neste ano são apenas duas chapas concorrendo, um terceiro nome pode ser adicionado somente para compor a lista. “Pode ser até um nome fictício”, salientou Márcio da Silveira.

Após a formação da lista, os nomes escolhidos são encaminhados para o Ministério da Educação, onde a escolha final fica a encargo do ministro Fernando Haddad.