Polí­tica

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Depois que de publicação em reportagem da revista Época, da menção dos nomes do ex-governador Marcelo Miranda (PMDB) e do secretário estadual de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos, em conversas com o bicheiro goiano Carlos Cachoeira, o assunto repercutiu na Assembleia Legislativa na manhã desta terça-feira, 10.

Em pronunciamento feito na tribuna da AL nesta manhã, o deputado Eli Borges (PMDB) comentou sobre a terceirização de serviços do Detran, enviados através de Medidas Provisórias do governo do Estado e aprovados pelo parlamento em Março deste ano. Na ocasião, as gravações da Polícia Federal que citaram o secretário de Estado, pegaram conversas de Cachoeira com outros cúmplices citando justamente questões referentes à terceirizações do Detran.

Em tom de “eu avisei”, o deputado voltou a reiterar que sempre desconfiou que as MP’s que terceirizavam inspeções de índices de poluição veicular, além de registro de veículos, o Gravame, poderiam ser parte de um esquema de corrupção. “Eu sempre alertei que estas terceirizações me cheiravam a esquema, a corrupção”, atacou.

O deputado Sargento Aragão (PPS) lembrou que a bancada do PPS no Parlamento votou contra as MP’s do governo e ainda tomou outra medida. “Nós ainda encaminhamos o nosso pedido de vistas ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas para que sejam tomadas providências”, salientou.

Já na bancada governista, o deputado Jorge Frederico (PSD) retrucou as acusações de Borges e negou que tenha havido qualquer tipo de terceirização de serviços do Detran do Tocantins. Em resposta a Frederico, o deputado do PMDB leu as duas MP’s do governo e salientou que “se não foram efetivadas como leis, foi por que a denúncia bateu antes”.