Polí­cia

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Após aprovação dos projetos que tratam da modernização da Polícia Militar na Assembleia Legislativa o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Bombeiro Militar do Estado, o Tenente Coronel Antonio Corsini de Mello Neto afirmou em nota que a luta dos militares no episódio foi válida.

“Em meu ponto de vista, avançamos muito, pois, eu desconheço quando em outras épocas houve outras mudanças em nossas legislações e alguém teve a oportunidade de discutir com os legisladores assuntos atinentes à nossa categoria”, considerou. Com relação ao que foi aprovado o presidente considera que apenas o tempo e a prática diária dirão se as mudanças foram benéficas.

O presidente porém critica a postura do secretário de relações institucionais, Eduardo Siqueira Campos nas negociações. Segundo ele, Eduardo enganou os militares. “Mais uma vez fomos enganados, em primeiro plano pelo Secretário e posteriormente pelo deputado Osires Damaso que após ter suspenso a sessão extraordinária por falta de quorum, estratégia muito bem elaborada pelo deputado Sargento Aragão, reuniu conosco solicitando para que apresentássemos apenas cinco pontos que fossem mais importantes, para serem discutidos no dia seguinte com os demais Parlamentares e que se comprometia em nos ajudar, e o que podemos presenciar foi justamente o contrário”, consta na nota.

Veja a íntegra da nota:

ASSOCIAÇÃO DOS OFICIAIS DA POLICIA E BOMBEIRO MILITAR DO ESTADO DO TOCANTINS

SENTIMENTO DE DEVER CUMPRIDO

Palmas – TO, 18/04/2012

Senhores Oficiais e Praças,

Este é o sentimento que externo a todos. Poderia encerrar este documento apenas nestas palavras; mas quero deixar registrado que eu não chegaria a esta conclusão sem a ajuda e o empenho dos Presidentes das demais Associações, bem como do Deputado Sargento Aragão.

Cada um desses homens e mulheres que participaram desse processo de busca em prol de melhorias para os militares tiveram suas importâncias destacadas. Obviamente que, aquele que excedeu em sua forma de se manifestar responderá pelas suas ações.

Em meu ponto de vista, avançamos muito, pois, eu desconheço quando em outras épocas houve outras mudanças em nossas legislações e alguém teve a oportunidade de discutir com os legisladores assuntos atinentes à nossa categoria. As mudanças aconteciam e ficavam por isso mesmo, ninguém tinha iniciativa de procurar discutir os assuntos antes que fossem alterados, só restava a lamúria.

Vejo que tanto os representantes das Associações como as autoridades constituídas envolvidas neste processo fizeram sua parte, não quero aqui apontar culpa em ninguém por não termos conseguido o mínimo de nossas reivindicações. Só o tempo dirá se as novas mudanças foram benéficas para a administração e seu corpo de funcionários.

Volto a dizer que ninguém nos disse que seria fácil, tínhamos conhecimento das dificuldades, bem como do resultado a que poderia chegar. Vejo ainda que cumprimos com nosso objetivo que foi tentar colaborar com o Estado, como órgão técnico e consultivo no estudo e solução dos problemas que se relacionam à nossa categoria profissional.

Com a união das entidades representativas dos militares apoiadas pelo Deputado Sargento Aragão, conseguimos um feito muito grande e que considero que foi um divisor de águas, onde tivemos êxito em adiar a votação da matéria de pleno, infelizmente sem nenhuma alteração.

Foram mais de 14 dias entre sessões ordinárias e extras, como várias horas de reuniões entre as entidades e o Deputado Aragão, discutindo a matéria para que seus efeitos fossem menos prejudiciais aos militares.

Este processo poderia ter sido menos doloroso se antes de ter sido encaminhado ao Chefe do Poder Executivo, tivesse oportunamente discutido com os Oficiais Pertencentes ao Estado Maior da PM e BM, bem como aos representantes de classe, que inclusive em uma reunião com o Exmº Sr. Coronel Comandante Geral, ficou combinado que as alterações seriam apresentadas aos Presidentes das Associações, o que não aconteceu.

Ocorrendo este fato, não tivemos outra alternativa em solicitar o apoio do Deputado Sargento Aragão, haja vista que somente ele poderia interceder pelos militares, uma vez que as alterações em nossa legislação já haviam sido encaminhadas para apreciação e votação na Assembleia Legislativa.

Confesso que ficamos surpresos e ao mesmo tempo confiantes de que as nossas reivindicações poderiam ser aceitas no todo ou em parte, mesmo porque até a pessoa do Secretário Eduardo Siqueira Campos cooperou quando determinou ao Comandante Geral para entregar cópias do Projeto de lei nº21 ao referido Deputado, prometendo naquele momento nos ajudar em nossas ideias.

Lamentavelmente isso não aconteceu, o Secretário Eduardo Siqueira Campos apenas usou de seu conhecimento único e exclusivo para determinar o que acima foi relatado. Neste mesmo entendimento, mais uma vez fomos enganados, em primeiro plano pelo Secretário e posteriormente pelo Deputado Osires Damaso que após ter suspenso a sessão extraordinária por falta de quorum, estratégia muito bem elaborada pelo Deputado Sargento Aragão, reuniu conosco solicitando para que apresentássemos apenas cinco pontos que fossem mais importantes, para serem discutidos no dia seguinte com os demais Parlamentares e que se comprometia em nos ajudar, e o que podemos presenciar foi justamente o contrário.

Senhores militares, utilizando de uma frase do mestre Sun Tzu “Um exército vitorioso não lutará com o inimigo até que esteja seguro das condições de vitória, enquanto que um exército derrotado inicia a batalha e espera obter a vitória depois.” Declaro que apenas fomos vencidos em uma batalha, mas a guerra está longe de ser vencida e como homens formadores de opiniões que somos, não podemos empreender em outra batalha num ataque de ira e de indignação, mas quando a situação nos for favorável entraremos em ação, voltando a sermos felizes e honrados.

Com todo meu respeito que lhes é devido.

Antonio Corsini de Mello Neto – Ten Cel QOPM

Presidente da AFOPMETO