Polí­tica

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O engenheiro Otoniel Andrade pré-candidato a prefeito de Porto Nacional vê com preocupação o debate que se iniciou em Palmas sobre o futuro de Luzimangues, distrito de Porto Nacional, localizado a pouco mais de 5 km da capital, na margem oeste do lago de Palmas, do outro lado da Ponte FHC e a aproximadamente 50 km de Porto.

Para Otoniel, que já foi prefeito de Porto Nacional e acompanhou todo o processo de implantação da capital, Luzimangues deve se manter como uma localidade de Porto Nacional, porque a cidade já cedeu área para a implantação de Palmas. Ele propõe uma parceria entre as prefeituras das duas cidades para encontrar uma solução para o benefício de todos.

Otoniel lembra que o Governo de Goiás estabeleceu o quadrilátero onde a capital poderia ser construída e que abrangia a região de Luzimangues, mas isso não significa que o local faz parte da área da capital. “Qualquer ponto dentro do quadrilátero poderia ser escolhido para sediar a capital e o governador Siqueira Campos escolheu o local atual que também pertencia a Porto Nacional, assim como Taquaruçu. Não há nenhum ato jurídico que permita o desmembramento de Luzimangues de Porto Nacional, com base na definição do quadrilátero”, explica Otoniel.

O ex-prefeito também comenta o fato de Luzimangues abrigar uma central de distribuição de combustíveis da Petrobrás. “Antes da Petrobrás não havia qualquer interesse nesta área”. Ele admite que Luzimangues cresceu de forma desordenada, porque faltou uma linha de ação por parte da Prefeitura de Porto Nacional nas duas últimas gestões. “Só se preocuparam em autorizar loteamentos e não se preocuparam com as pessoas”, critica.

O pré-candidato, no entanto, vê como lado positivo desta discussão o fato de se abrir um debate sobre o futuro de Luzimangues. “Entendo a posição do deputado Marcelo Lelis que está despertando a todos para este tema e vou conversar com ele para encontrarmos uma maneira de atuarmos juntos no desenvolvimento de Luzimangues”, anuncia Otoniel lembrando que possível a formação de um consórcio intermunicipal para promover o desenvolvimento do local.

“Nem o desmembramento, nem a emancipação. A solução é uma atuação conjunta das prefeituras de Porto Nacional e Palmas, além do Governo do Estado, encarando o Luzimangues como uma área estratégica para as duas cidades. Palmas precisa crescer e precisa de áreas para novos equipamentos urbanos, e Porto Nacional também precisa expandir com qualidade. Então vamos trabalhar juntos”, propõe Otoniel apontando que o distrito é hoje carente de água, energia, escolas, centros de saúde em função do crescimento desordenado.