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A abertura daXV da Marcha a Brasília em Defesa Dos Municípios, que aconteceu em Brasília na terça-feira, 15, no hotelRoyal Tulip Brasília Alvorada, contou com a presença de dezenas de prefeitos do Tocantins, liderados pelo presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Manoel Silvino (PR). Depois do pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, os prefeitos participam dos debates que estão ocorrendo no local da Marcha e nos intervalos visitam os parlamentares da bancada federal no Congresso Nacional.O Poder Local na Construção de uma Nova Realidadeé o tema do encontro deste ano e um desafio dos municípios, mas o assunto que está em pauta é a redistribuição dosroyalties do petróleo.

A vaia recebida pela presidenta Dilma Rousseff ainda repercute entre os prefeitos. Na abertura da XV Marcha, quando o discurso da presidenta estava próximo do fim, os prefeitos começaram a cobrar uma declaração de Dilma sobre royalties. "Royalties! Royalties", gritavam. "Vocês não vão gostar do que eu vou dizer", respondeu Dilma. "Petróleo vocês não vão gostar. Então eu vou falar uma coisa, não acreditem que vocês conseguirão resolver a distribuição de hoje para trás. Lutem pela distribuição de hoje para a frente", afirmou a presidente, encerrando abruptamente o discurso, demonstrando irritação.

Manoel Silvino teve que se ausentar de Brasília, pois integra a comitiva do governador Siqueira Campos para a Espanha, mas ficou sendo representado na VX Marcha pelo ex-presidente da ATM, prefeito de Santa Fé Valtênis Lino, que também é da diretoria da CNM. Para o presidente da ATM, prefeito de Tocantínia, os prefeitos chegaram em Brasília esperançosos em relação aos royalties do petróelo, na expectativa de que a presidenta anunciasse algo próximo do que vem sendo reivindicado. A alternativa agora, salientou Silvino, é contar com o apoio dos parlamentares federais para que o assunto seja debatido no Congresso para a aprovação de uma proposta que atenda os municípios.

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apresentou alguns itens da pauta prioritária de reivindicação. Entre as prioridadesda XV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípiosestá o novo critério de distribuição dosroyalties,"Não existe município produtor de petróleo, ele não é produtor, é confrontante. O que aquele município fez para ter aquele petróleo", perguntou Ziulkoski. Em relação a isso, ele anunciou: "ninguém está mexendo em contrato. Queremos o cumprimento de todos os contratos, o que estamos discutindo é a apropriação do produto do contrato", declarou. "Neste atraso os municípios já deixaram de receber R$ 3,5 bilhões", avaliou o líder dos municípios em relação a falta de definição da matéria.