Polí­tica

Foto: Clayton Cristus

Depois de apresentar requerimento solicitando informações sobre a compra de medicamentos pela Pró-Saúde, o deputado Stálin Bucar (PR) fez pronunciamento na manhã desta quarta-feira, 16, na tribuna da Assembleia Legislativa criticando duramente o contrato entre governo e a Organização Social. O deputado, citando matéria veiculada no Portal CT, ainda ligou as compras de medicamentos para a saúde pública estadual às investigações contra o bicheiro Carlos Cachoeira.

Stálin, em seu discurso acusou a OS de ter comprado medicamentos do laboratório Neo Química, supostamente investigada pela operação Monte Carlo, da Polícia Federal e que estaria ligada ao bicheiro investigado. “Agora ele vem a público dizer que a Pró-Saúde é malandra”, acusou, lembrando do discurso do governador.

O deputado, citando o período da votação da terceirização da saúde pública do Estado na Assembleia Legislativa, frisou que a bancada de oposição já havia e posicionado contra. “E os nobres pares da bancada de governo, praticamente em sua totalidade, diziam que era o melhor sistema para o Estado”, atacou.

PT recua

Já o deputado José Roberto Forzani (PT), que no período da aprovação da terceirização da saúde votou favorável à contratação da Pró-Saúde, frisou que irá recuar de sua decisão e que pretende tentar convencer o secretário estadual da Saúde, Nicolau Esteves, a cancelar o contrato com a OS. “Nós analisamos e chegamos à conclusão que esta terceirização não contribuiu para a Saúde do Tocantins”, ponderou.

Quando questionado sobre os mais de R$ 1,2 bilhão de orçamento destinado à Organização Social e os gastos com a quebra contratual, o deputado ainda não soube precisar quanto isso poderá custar aos cofres do Estado e nem as consequências que este cancelamento trará à saúde pública do Estado. “Ainda não temos uma estratégia. Mas vamos conversar com o governo e a Secretaria para chegarmos a uma solução”, concluiu.