Polí­tica

Foto: Divulgação

Durante a sessão da manhã desta quarta-feira, 23, na Assembleia Legislativa, a deputada Amália Santana (PT) comentou sobre a decisão do Ministério Público em afastar o prefeito de Colinas do Tocantins, José Santana Neto (PT) de suas atividades por conta da utilização da cor vermelha em prédios públicos e uniformes escolares do município. Amália, que é irmã do prefeito destacou que as denúncias contra Santana seriam perseguição política por parte de um vereador.

A deputada, em seu discurso, ainda criticou a postura da justiça que vem constantemente afastando ou cassando mandatos de prefeitos de municípios do interior. “Venho aqui, senhor presidente, pedir que o Ministério Público tenha mais zelo em suas decisões, antes de determinar o afastamento de um prefeito”, disse. A deputada usou como exemplo a situação do gestor da segunda maior cidade do Estado, Valuar Barros (DEM) que chegou a ser cassado por contratar empresa para animar o carnaval da cidade sem licitação e teve seu mandato devolvido após recurso.

A deputada ainda comentou que os funcionários e alunos do município tem sido humilhados por serem obrigados a devolver seus uniformes por determinação da justiça. “Os uniformes, que são peças de vestuário íntimas das pessoas estão sendo tomadas delas e isso abala a autoestima da população”, relatou.

Amália frisou que a ação contra Santana teria iniciado por conta de perseguição política por parte de um vereador de oposição em Colinas. “Isso é por conta de um vereador que eu vou citar o nome, Ricardo Alves de Souza, conhecido como Ricardo Parente (PP), que passa seu tempo a entrar com ações no Ministério Público”, completou.

Depois de determinação do MPE, o prefeito deverá arcar com as despesas de pintura dos prédios e distribuição de novos uniformes a alunos e funcionários públicos municipais. Segundo a Assessoria de Comunicação da prefeitura o gestor já está arcando com tais despesas.