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  • Conselheiras Gleidy Braga e Clara Charf

A jornalista tocantinense Gleidy Braga tomou posse, em Brasília,na última terça-feira, 29, como Conselheira Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), representando a Secretaria Geral da Presidência da República.Gleidy tem 29 anos,já foi chefe de gabinete da Coordenadoria da Mulher, Direitos Humanos e Equidade da Prefeitura de Palmas e Secretaria Estadual de Mulheres do PT. Atualmente compõe a equipe de assessores da Secretaria Nacional de Juventude.

Na ocasião, a ativista feminista Clara Charf de 86 anos, também tomou posse como conselheira emérita. Clara já integrava o Conselho ocupando uma cadeira como conselheirade notóriosaber. Com a mudança, a partir de agora, ela assume a cadeira vitalícia de conselheira emérita, um reconhecimento do CNDM a clara pela trajetória de vida em defesa dos direitos das mulheres no Brasil e no mundo.

Clara Charf foi alvo da repressão desde 1946. Viveu na clandestinidade por longo período. Foi companheiro de Carlos Marighella, fundador da Aliança Nacional Libertadora (ALN). Após a morte de Marighella, em 1969, exilou-se em Cuba. Hoje, além de atuar como representante do CNDM, Clara Charf articula a rede Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo.

"Sinto-me honrada em estar ao lado de tantas mulheres que lutam pela construção de um País cada vez mais justo e igualitário para mulheres e homens", afima a conselheira Gleidy, durante a 9ª Reunião Ordinária do CNDM.Esta é a primeira vez queuma tocantinense compõe o Conselho,importante espaço deconstrução de políticas para as mulheres.

Conselho Nacional dos Direitos da Mulher

O Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) foi criado em 1985, vinculado ao Ministério da Justiça, para promover políticas que visassem eliminar a discriminação contra a mulher e assegurar sua participação nas atividades políticas, econômicas e culturais do País. Em 2003, passou a integrar a estrutura da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres da Presidência da República, contando em sua composição com representantes da sociedade civil e do governo, o que amplia o processo de controle social sobre as políticas públicas para as mulheres.

É também atribuição do CNDM apoiar a Secretaria na articulação com instituições da administração pública federal e com a sociedade civil.