Polí­tica

Foto: Clayton Cristus

Durante a sessão da manhã desta terça-feira, 12, na Assembleia Legislativa do Tocantins, o deputado Stálin Bucar (PR) teceu duras críticas à Segurança Pública do Estado que, segundo ele, vem piorando desde que o governador Siqueira Campos (PSDB) assumiu seu quarto mandato em janeiro do ano passado. Na ocasião, o deputado usou como exemplo em seu discurso a cidade de Miranorte onde, segundo ele, o delegado confirmou situação complicada para manter a segurança.

De acordo com Stálin, o delegado Rodrigo Santilli Valle informou que a cidade de Miranorte possui apenas uma viatura “que vive constantemente estragada”. Além disso, segundo o deputado, a delegacia da cidade ainda é responsável por cidades vizinhas, como Rio dos Bois. “E lá, senhor presidente, o delegado me informou que só tem um computador e um agente da Polícia Civil”, completou.

Em seu discurso, o deputado ainda aproveitou para direcionar as críticas ao governador que, segundo o deputado, tem se mostrado inerte quando o assunto é a segurança pública do Tocantins. “Não há uma reação do governo com relação à Segurança Pública. Eu encaminhei vários ofícios e não tive resposta do secretário”, disse.

Em tom mais crítico e ácido, o deputado foi mais direto com relação aos compromissos de campanha do governador, enquanto candidato em 2010. “Este governo precisa, de uma vez por todas, pelo menos um terço dos compromissos que fez nas praças, mentindo descompromissadamente com a população”, atacou.

Já o deputado Sargento Aragão (PPS), cobrou resposta a ofício que encaminhou ao Comando Geral da Polícia Militar, pedindo informações sobre plano operacional e de inteligência para combater a criminalidade no Tocantins. “Eu encaminhei este ofício ao comandante geral da PM há mais de 60 dias e ainda não tive resposta”, cobrou.

Em seu discurso, o deputado ainda aproveitou para cobrar do governo solução para suprir a demanda de policiamento do Estado. De acordo com Aragão, o policiamento tocantinense não é o suficiente para atender a todas as demandas. “Nós já chegamos a 1,4 milhão de habitantes e, com isso, temos um déficit de 60% do policiamento e da mesma forma com os bombeiros”, disse.

A Polícia Militar está com concurso autorizado, aguardando cronograma e publicação de edital.