Saúde

Foto: Jornal Opção Janice Painkow, representante dos médicos rebateu governador Janice Painkow, representante dos médicos rebateu governador

O governador Siqueira Campos (PSDB) não poupou os médicos de críticas durante a entrega de ônibus escolares nesta terça-feira, 12, e chegou até a dizer que alguns profissionais seriam os culpados pela falta de leitos de UTI nos hospitais. “Eu não estou interessado nem com medo de pressão de maus profissionais”, disse o governador.

Segundo Siqueira, estaria havendo uma montagem nos hospitais para que a situação fosse passada para a imprensa de maneira caótica. “Esses serão desmascarados e eu não vou ter medo dessa gente. Eu só tenho temor e obediência a Deus”, afirmou o governador na solenidade.

Outro ponto criticado pelo gestor é sobre os salários dos médicos. Siqueira mencionou que existe médico no Estado que ganha até R$ 67 mil o que seria inconstitucional. As declarações do governador foram rebatidas nesta quarta-feira, 13, pela presidente do Sindicato dos médicos, Janice Painkow em entrevista ao Conexão Tocantins.

“ Se existe ato falho não é por parte do médico e sim do estado. Se alguém está fazendo algo inconstitucional é o gestor. O governo não pode responsabilizar o profissional pela má gestão da saúde pois todo mundo sabe que o numero de leitos é insuficiente”, rebateu.

O Simed afirmou ainda que não vai deixar que o governo culpe os profissionais pelas más condições nos hospitais. “Não vamos deixar que ele transfira isso para o profissional”, conta.

Sobre os altos salários que alguns médicos recebem e que o governador criticou, Janice frisou que os pagamentos estão sendo feitos dentro do que é permitido e que o Sindicato não tem problema nenhum em apresentar os números com relação a esse dado.

O Simed vem desde o início do mês apontando problemas e falhas nos Hospitais do Estado principalmente no maior, o Hospital Geral de Palmas onde faltou até água no centro cirúrgico na semana passada. Representantes do Sindicato sentaram com o governo para pedir providências urgentes para resolver os impasses. Outro problema apontado pela categoria é a impossibilidade de realizar cirurgias em razão da falta de materiais.