Cultura

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A Secretaria Estadual da Cultura em parceria com o Centro Audiovisual Norte e Nordeste - Canne realiza o Curso Avançado de Cinematografia Eletrônica de 16 a 20 de julho, na Unitins, em Palmas. Este é o terceiro curso ofertado pelo Canne em Palmas, sendo o módulo de sequencia do curso “Assistência e Operação em HD” ministrado em setembro do ano passado.

O curso comporta 30 vagas para agentes do setor audiovisual, com duração de 40 horas e será ministrado pelo renomado diretor e fotógrafo Carlos Ebert. Todos aqueles que realizaram o curso de operação em HD poderão participar do curso sem prévia inscrição e outros interessados deverão solicitar ficha enviando email para audiovisual@cultura.to.gov.br com cópia para eventos@cultura.to.gov.br.

De acordo com a coordenadora de audiovisual da Secult, Juliane Almeida, o curso objetiva trazer inovações da área para o Estado e capacitar os agentes e profissionais da área. “Queremos apresentar, ampliar e aprofundar conhecimentos artísticos relacionados à captação de imagens em movimento em suporte eletrônico digital. É a terceira parceria da Secult com o Canne que traz sempre profissionais renomados, a exemplo de Carlos Ebert que faz parte da história da cinematografia brasileira”, explica a coordenadora.

Entre os conteúdos ministrados por Carlos Ebert estão: Cinematografia eletrônica em interiores, Luz, Sensores da visão, Captação de imagens em movimento, Câmera digital: constituintes básicos, Cinematografia eletrônica em exteriores e aulas práticas.

Carlos Ebert

Diretor e fotógrafo de cinema, televisão e publicidade, carioca de 1946, Carlos Ebert estudou arquitetura na Universidade Federal do Rio de Janeiro e cinema na Escola Superior de Cinema São Luiz, em São Paulo. Desde 1970, dedica-se também ao ensino da fotografia para cinema. Foi vice-presidente da Associação Brasileira de Cinematografia para o período de 2002 a 2004.

Começou em 1966 como repórter fotográfico, tornou-se operador de câmera e diretor de fotografia em 1968 e diretor em 1970. No final dos anos 60, participou do cinema marginal e foi câmera e diretor de fotografia de um dos filmes mais significativos do movimento, O bandido da luz vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, e em 1970, dirigiu República da traição. Fez a fotografia tanto de longas como de curtas-metragens, entre eles O rei da vela (1983), de José Celso Martinez Corrêa e Noilton Nunes, e Fé (1998), de Ricardo Dias. Fez também fotografias para televisão, como a de O povo brasileiro (2000), ganhador do Grande Prêmio Cinema Brasil de TV em 2001. Em 2009, realizou a fotografia de Um homem qualquer, de Caio Vecchio, cujas filmagens já foram finalizadas. (Fonte: www.historiadocinemabrasileiro.com.br)