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Os servidores da Universidade Federal do Tocantins (UFT), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Estado do Tocantins (IFTO), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), todos em greve, farão uma manifestação unificada, com a participação do Movimento dos Sem Terras (MST) e do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). A decisão foi tomada durante reunião realizada nesta terça (25), no Campus do IFTO em Palmas.

A ação será realizada a partir das 17h30, desta sexta-feira, 27, na Feira Coberta da 304 Sul de Palmas. Durante o Ato, os servidores realizarão um Bingo Comunitário e panfletagem. A ideia é trazer, ao conhecimento da população, as razões que motivaram a greve nacional e generalizada dos Servidores Públicos Federais e da Educação. A medida faz parte das atividades do movimento grevista unificado do funcionalismo federal.

A greve dos servidores federais é nacional e acontece em conformidade com orientações dos Sindicatos, Federações e Confederações nacionais de cada setor.

Os serviços dos Professores e Técnico-Administrativos estão paralisados em 59 Universidades Federais. A greve atinge também 39 Institutos Federais em 26 estados. No IBGE, cerca de 60% das 580 unidades estão paralisadas. Na FUNAI estão paralisadas 15 unidades regionais em 10 estados, além de 14 unidades locais, da sede do órgão e do museu do índio. O DNPM está paralisado em 26 estados da federação. No INCRA estão paralisadas 28 superintendências.

Os servidores protestam contra a política do Governo de congelamento salarial imposta ao funcionalismo federal; à terceirização ilícita e desordenada; ao uso político-partidário da administração pública; à precarização e desmonte do serviço público; e aos ataques do Governo, que atenta contra o movimento dos servidores federais (ex.: Corte de Ponto dos trabalhadores em greve e Decreto n° 7.777/2012, que permite a substituição de servidores federais em greve).

Os grevistas reivindicam:

1) Reposição das perdas inflacionárias dos últimos anos. No caso da INCRA e DNPM, a equiparação salarial com as carreiras do Ministério da Agricultura e agências reguladoras, respectivamente;

2) Melhores condições de trabalho, estruturação das carreiras;

3) Data Base para reposição da inflação, para que não sejam necessárias futuras greves, com o objetivo de garantir o poder de compra do servidor;

4) Melhoria na infraestrutura dos órgãos em estado de precarização;

5) Revogação imediata das propostas legislativas que retire direitos dos servidores ou contrários aos direitos dos povos indígenas e assentados;

6) O setor da educação defende ainda a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a Educação. (Assessoria)

Por: Redação

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