Polí­tica

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A eleição para a Câmara de Palmas repercutiu na sessão da Casa de Leis do município nesta terça-feira, 9.  Vania Severo Vidal (PDT) disse que a campanha deste ano foi mais difícil do que as outras. “Foi muito cara, difícil para quem tem projeto e serviço prestado”, disse. Para ela, o mesmo povo que exige mudança não mudou e ainda vende seu voto. 

Mesmo triste, Vania fez uma previsão otimista: acredita que, no futuro, vai prevalecer o trabalho prestado à comunidade. Além de agradecer os que a apoiaram, desejou que Deus abençoe a gestão de cada um dos eleitos, inclusive o prefeito Carlos Amastha (PP).

O vereador Carlos Braga (PMDB) lembrou que vereador, deputado, prefeito não é profissão. “Somos pessoas que estão cumprindo uma tarefa para a qual fomos eleitos”, disse. “Não preciso ser vereador, para trabalhar por Palmas e pela população”, disse.

O peemedebista acredita ter feito uma campanha correta, com muitas visitas em empresas, reuniões e caminhadas. Considerou salutar a renovação da Casa, que, na próxima legislatura terá 14 vereadores eleitos pela primeira vez, além de cinco já experientes.

A vereadora Divina Márcia (PTN) que também não conseguiu se reeleger,  defendeu que, diferente de muitos, ela agiu às claras e escolheu, na reta final, deixar os seus colaboradores a apoiar Marcelo Lelis. Terminado o seu pronunciamento, Divina recebeu uma homenagem dos assessores e de Vania Vidal. Ao agradecer, disse que o povo de Palmas pode continuar contando com ela.

O vereador Milton Neris (PR) considerou que, ao colocar o nome para ser apreciado nas urnas, o cidadão já demonstrou ter coragem. “Mas a gente também sabe que vem a flecha e temos que ser maiores do que isso.” Para ele, não existem perdedores, pois são todos vencedores. “Estar nesta Casa é colocar uma vidraça muito grande para jogarem pedras”, avaliou. 

Para ele, os que chegam tem uma responsabilidade muito grande, pois vão conduzir as aspirações de quase 250 mil pessoas. Aos não reeleitos, garantiu que a experiência deles será sempre buscada pelos integrantes da Câmara. Neris não teve computados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO) os 1.662 votos que obteve na campanha. Segundo ele, o TRE não cumpriu liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que lhe deu o direito de concorrer à eleição. Lamentou, até agora, o não cumprimento da decisão e informou já ter entrado com reclamação no TSE. 

Reeleitos

Para Lúcio Campelo (PR), um dos quatro reeleitos, o trabalho que aprendeu na Câmara lhe deu a chance de continuar como vereador. Ele desejou que o prefeito eleito tenha amor e respeito às pessoas que acreditaram nele. “Que ele saiba valorizar cada voto”, desejou, declarando, também, que espera ver respeitada a autonomia de cada Poder. 

Campelo avaliou, ainda, que Palmas perdeu uma grande oportunidade de ter a parceria do governo estadual. “Espero que, o próximo prefeito, possa conversar, o mais rápido possível, com o governo do Estado”, disse.

O vereador Jucelino Rodrigues (PTC), outro dos reeleitos, também considerou esta uma das eleições mais difíceis que enfrentou, por causa da compra de voto. “Espero que a população entenda que o vereador está aqui para levar benefícios às comunidades”, afirmou. “Vou continuar defendendo os interesses dos que votaram e dos que não votaram em mim”, garantiu.

O vereador José do Lago Folha Filho (PTN) também agradeceu a todos que lhe deram a oportunidade de continuar seu trabalho na Câmara. “Fizemos uma eleição difícil, complicada”, avaliou. Lembrou que, com um grupo de vereadores, alertou o Ministério Público sobre o abuso do poder econômico por parte de alguns candidatos. “Na região Norte, pude observar muitos companheiros serem corrompidos com a força do dinheiro”, disse. (Com informações da Assessoria)