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Com o início do período de chuva, criadores de gado de leite começam a se preparar para aumento certo na sua produção. A expectativa, segundo técnicos da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, com a chegada das águas, é que a produção leiteira aumente em cerca de 70%, em comparação com o período de estiagem. Isto porque no período chuvoso há uma natural recuperação de pastagens, aumentando a oferta de alimento para o rebanho.

De acordo com a médica veterinária da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Arlete Mascarenhas, as chuvas fortalecem as pastagens, aumentando o volume de nutrientes e fortalecendo o rebanho. No entanto, mesmo com a chegada de um período farto para o gado, é preciso que produtores se planejem, visando à baixa-temporada do próximo ano.

Segundo Arlete, medidas simples como o cultivo de cana, microssilagem ou outras espécies de capim que possam ser usados como forragem de corte, auxiliam produtores a manter seus rebanhos sadios mesmo nos dias mais secos. “É preciso manter um planejamento. Agora é o momento de fazer a manutenção das pastagens visando o período de seca”, completou.

Medidas preventivas

Para a veterinária, para uma otimização na produção de leite, criadores de gado podem tomar algumas precauções com relação à saúde de seu rebanho. De acordo com Arlete, os principais cuidados devem ser no sentido de manter em dia o calendário profilático do gado (vacinas) e a constante higienização das instalações, como salas de ordenha e bezerreiros. Além disso, mesmo sendo complicado, a especialista destacou a necessidade de se evitar a constante exposição de bezerros leiteiros à forte umidade bastante característica deste período.

Dentre os principais problemas que podem afetar o gado neste período, estão doenças como a pneumonia e a gastroenterite verminótica – que é desenvolvida a partir da ingestão de larvas depositadas entre as folhas nos pastos. Para a veterinária, é preciso que o produtor fique atento à saúde de seu rebanho, assim como da pastagem em sua propriedade. “Se não houver um cuidado para manter o rebanho sadio, não existe fartura no pasto que garanta aumento na produção”, alertou.  (Com informações da Assessoria)