Cultura

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 A comunidade do Setor Santo Amaro 2, em Palmas, teve um domingo diferente. Cerca de 70 famílias e aproximadamente 150 crianças e adolescentes participaram de uma ação recreativa promovida pelo Instituto Tocantinense de Esporte e Cultura – ITEC e pela Central Única das Favelas do Tocantins, em comemoração ao Dia da Favela, 04 de Novembro. Os moradores do Santo Amaro 2 participaram de atividades esportivas como jogos de futebol, voleibol, brincadeiras e distribuição de brinquedos.  

 “O dia da favela é data que comemoramos com orgulho, pois todas as pessoas que residem aqui são guerreiras, lutam diariamente para alcançar seus objetivos. Nós só queremos que ouçam o que a gente tem a dizer e que tenha um olhar de respeito para nossa comunidade, ressaltou a tesoureira da Associação de Moradores do Setor Santo Amaro 2, Oseny Ferreira (Neném).

 De acordo com o presidente da CUFA Tocantins e do ITEC, Nélio Lopes, o Dia da Favela é dia de comemorar as conquistas da nossa classe. “A Favela deixou de ser uma região de coitadinhos, entrou para o cenário das grandes empresas, mídias e governos. A grande maioria da sociedade tem um novo olha para esta região, e isto é uma conquista nossa, estamos quebrando paradigmas e preconceitos e temos que comemorar isto”, reforçou.

 A realização do Dia da Favela teve o apoio da secretaria Estadual de Juventude e do Esporte  e do deputado estadual Wanderley Barbosa.

 Dia da Favela

A Central Única das Favelas realizou uma campanha para a criação do "Dia da Favela", na qual recolheu mais de 700 mil assinaturas, de moradores dessas áreas. A campanha da CUFA teve início no dia 20 de março de 2005 e se encerrou no dia 12 de dezembro de 2005. Entendeu-se que uma data de comemoração seria um símbolo de resgate e de celebração de várias culturas que ali se manifestam e que precisam ser reconhecidas. Chegamos a data de 4 de novembro de 1900 que o estado, na pessoa de um delegado da 10ª Circunscrição, dialogou com chefe da polícia da época – Dr. Enéas Galvão - sobre uma favela, nesse caso o Morro da Providencia, a primeira favela do Brasil.  Na carta encaminhada ao prefeito do Rio de Janeiro, tanto a área geográfica quanto a comunidade nela instalada são tratadas como problema social, sanitário, policial, e até mesmo moral.   Na linguagem do documento falam de "limpar" aquelas áreas. Ou seja, a primeira favela surge ao mesmo tempo em que é identificada através de estigmas que vão durar muito tempo. Daí a iniciativa de criar o Dia da Favela para promover a transformação do estigma em carisma. Preencher de positividade o significado da palavra irá preencher de possibilidades a auto-estima dessa população. (Com informações da CUFA)