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Nesta segunda-feira, 26, a judoca tocantinense Enilara Lisboa foi a terceira colocada do peso-médio (-63 kg) nas Olimpíadas Escolares da categoria 15 a 17 anos, em Cuiabá, capital mato-grossense.

Na primeira luta que fez, contra a representante do Rio Grande do Sul, a aluna-atleta do Tocantins foi derrotada, o que levou a torcer pela gaúcha para que pudesse retornar à competição pela repescagem. E foi o que ocorreu, levando a tocantinense enfrentar a judoca pernambucana, a quem venceu sem grandes problemas, pela pontuação máxima no Judô: o ippon.

Em seguida, ainda buscando se manter viva na briga por uma medalha, Enilara enfrentou a atleta do Rio de Janeiro; novo ippon a favor da tocantinense. Já na terceira luta de repescagem, a representante do Tocantins fez a luta mais equilibrada da categoria, contra uma adversária sul-mato-grossense, a quem venceu pela decisão dos juízes, após seis minutos de combate, na bandeirada, o que recebe o nome de hantei no Judô.

Só restava, então, após esta espécie de via crucis da superação, uma última luta, desta vez valendo medalha de bronze na competição, o que só fez aumentar a tensão da aluna-atleta. Entretanto, devido a uma contusão, a paraibana com quem disputaria o terceiro lugar no pódio foi retirada do Palácio das Artes Marciais Iusso Sinohara, onde estavam ocorrendo as lutas, para que fosse devidamente atendida pelo corpo médico das Olimpíadas Escolares, o que daria a vitória para a tocantinense devido a ausência da adversária, desconcentrando a judoca do Tocantins, devido à festa feita pelos demais integrantes da equipe em comemoração à suposta sorte de ocasião e a vitória aparentemente certa, mesmo sem combate.

Foi então que, para a surpresa de todos, principalmente da Enilara, que a paraibana ressurgiu no shiai-jo (local de disputa das lutas), obrigando a tocantinense a retomar o pensamento em mais um combate, o mais importante e decisivo dela no dia: aquele que valeria o bronze olímpico estudantil. Mostrando maturidade de veterana, a jovem tocantinense de apenas 16 anos não se deixou abater e venceu o confronto com em pouco mais de um minuto, com uma juji-gatame (chave de braço), sagrando-se, uma vez mais, medalhista olímpica estudantil, já que em 2010, ainda na categoria 12 a 14 anos, Enilara foi a campeã da edição.

Para a vencedora judoca, a conquista não foi só dela, mas de toda a equipe, que não deixou de apoiá-la em momento algum durante a competição. “O Judô só é considerado um esporte individual porque apenas um vai lá e luta pela vitória, mas, na verdade, ele é totalmente coletivo, pois sem os colegas de equipe, sem os senseis (professores), a gente não conquista coisa alguma. Enquanto eu lutava, eu pude escutar cada um gritando o meu nome, me incentivando, por isto agradeço muito a todos do Judô que estão aqui. Eu estou muito feliz pela minha segunda medalha, até porque esta é uma categoria mais difícil, com atletas bem mais duras”, afirmou a responsável pela primeira medalha tocantinense nas Olimpíadas Escolares 2012 da categoria 15 a 17 anos. (Ascom Seduc)