Polí­tica

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O diretor de Articulação e Difusão Cultural da Fundação Cultural de Palmas (FCP), Cícero Belém recebe o título de cidadão palmense nesta quinta-feira, 13 às 10 horas, na Câmara Municipal de Palmas e a solenidade contará com a presença do prefeito Raul Filho. A iniciativa é do vereador Fernando Rezende.  

Cícero Belém, nascido em Porto Nacional, é também ator, diretor teatral, produtor cultural e professor efetivo da Secretaria Municipal da Educação e há 16 anos dedica-se a institucionalização da gestão cultural do Município de Palmas, atuando ativamente no Conselho Municipal de Políticas Culturais e na FCP. Iniciou sua vida acadêmica em jornalismo (incompleto) e é licenciando em Artes - Teatro pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). 

Foi premiado duas vezes pelo Ministério da Cultura, através da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e condecorado pela Ordem do Mérito Tocantins, pelo governador José Wilson Siqueira Campos, como Comendador pelo conjunto de serviços prestados na área cultural ao Estado do Tocantins. 

Dentre as ações e projetos desenvolvidos pelo Município, Cícero Belém exerce papel importante na articulação de políticas estratégicas para o desenvolvimento cultural, das quais se destacam a consolidação do Conselho Municipal de Políticas Culturais; Criação e implantação do Programa Palmas pra Cultura – editais de cultura; regulamentação do uso dos equipamentos culturais; articulação do processo de adesão ao Sistema Nacional de Cultura; coordenação do Grupo de Trabalho pro criação da FCP e do Fundo Municipal de Cultura e do processo de construção do Plano Municipal de Cultura.  

Perfil

Em 1985 fundou em Porto Nacional o Grupo de Teatro Chama Viva, transferindo-o para Palmas em 1992. Tanto Cícero quanto o Grupo Chama Viva, visionários das potencialidades da Capital tocantinense, tornaram-se expressões símbolos responsáveis por firmar Palmas e o Tocantins no cenário teatral brasileiro. 

Nos últimos 27 anos atuou e dirigiu mais de 20 espetáculos que incluíram peças de autores consagrados como Bertolt Brecht, Federico Garcia Lorca, Pierre de Marivaux, Luis Alberto de Abreu, João Bithencourt, Pedro Tierra (Hamilton Pereira) e Tonio Carvalho. Morou em Brasília e Rio de Janeiro, tendo trabalhado com alguns nomes expressivos do teatro brasileiro, a exemplo do diretor brasiliense Humberto Pedrancini e da atriz Cristina Pereira, pessoas que o influenciaram intensamente na sua formação profissional. 

No cinema atuou ao lado de Antonio Fagundes e Paloma Duarte no filme Deus é Brasileiro do cineasta Cacá Diegues, longa metragem que teve mais 40% das cenas rodadas no Tocantins. 

Como produtor, foi idealizador do Festival Temporada Popular R$ 2,99 e do Projeto Grandes Espetáculos para Palmas que incluíram a cidade na rota dos espetáculos de teatro e dança que integram o circuito nacional. Produziu na cidade atores do porte de Paulo Autran, Chico Anysio, Ingrid Guimarães, Sérgio Viotti, Cristina Pereira, Oswaldo Loureiro, Elizabethe Savalla, Suzana Pires, Bruno Mazzeo e Christiane Torloni, além de muitos outros. 

Foi o primeiro instrutor de teatro do SESC Tocantins e implantou as oficinas de teatro do Centro de Criatividade do Espaço Cultural. 

Na gestão pública são 20 anos dedicados a prestação de serviços nas áreas da cultura e da educação, tanto no município bem como no Governo do Estado do Tocantins.