Economia

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Começa o ano e é hora de os brasileiros encararem os gastos extras com impostos e material escolar. Para não ficar no vermelho, é preciso planejamento e organização, e assim fechar as contas. Quem conseguiu guardar receitas extras, como o décimo terceiro salário e as férias, uma orientação é pagar à vista o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU).

O professor de Finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcos Crivelaro, lembra que os estados e municípios oferecem desconto no caso de pagamento à vista desses impostos, que pode variar de 3% a 8%. Mas se a reserva não for suficiente para cobrir outras despesas, como com material escolar e uniforme, a orientação de Crivelaro é procurar grandes redes que parcelam as compras.

A dentista Luana Galan, 54 anos, conta que divide as compras em, no máximo, três parcelas. “Minhas compras são todas programadas. Já comprei grande parte dos materiais em dezembro antes de sair de férias. Comprei os livros em sebos por serem mais baratos. Agora que voltamos de férias vamos comprar apenas o que está faltando”, diz.

A administradora Adina Teixeira, 47 anos, garante que vale a pena comprar no sebo. Segundo ela, os livros que precisava comprar irão custar cerca de R$ 1 mil em livrarias. “Fui ao sebo, levei os livros velhos e tive desconto de R$ 60. Paguei menos de R$ 500 no total e ainda dividi em três vezes no cartão”, conta.

Já a fisioterapeuta Geovana Cordeiro, 44 anos, prefere guardar o dinheiro para as compras do material escolar das filhas. “Eu guardo o dinheiro para comprar tudo à vista.”

O Procon de São Paulo também têm dicas para as compras. No blogEducação para o Consumo da entidade, há orientações sobre compra de material, uniforme e contratação de transporte escolar. Uma das dicas é, antes de comprar, verificar quais itens restaram do período letivo anterior que ainda podem ser aproveitados. Em seguida, é importante fazer pesquisa de preços. O Procon-SP também orienta os consumidores a evitarem a compra de materiais com personagens, logotipos e acessórios licenciados, porque geralmente são mais caros. Também vale a pena negociar com lojas que concedem descontos para compras em grande quantidade, depois de organizar um grupo de consumidores.

Para quem está endividado, destaca Crivelaro, não basta somente procurar os descontos nas lojas e parcelar sem juros, é preciso ficar de olho nas taxas pagas no cartão de crédito e no cheque especial, modalidades mais caras de financiamento. O professor lembra que apesar de as taxas de juros de cheque especial e crédito rotativo do cartão de crédito terem caído recentemente, ainda são muito altas. “Às vezes, foi bom o preço da compra, mas ao pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito vai ficar caro”, alerta.

“Para quem já começou o ano no vermelho, é preciso trocar dívida mais cara por mais barata”, orienta. Uma das opções é fazer empréstimo consignado em folha de pagamento ou crédito direto ao consumidor. Segundo o Banco Central, em novembro, a taxa de juros do crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, ficou em 38% ao ano, bem menor que a do cheque especial, 145,4% ao ano, por exemplo.

Crivelaro destaca ainda que é importante organizar as receitas e despesas em uma planilha. Depois de saber quanto tem disponível por mês, o consumidor pode negociar e planejar com a família quais as prioridades para cada momento. Outra dica é procurar uma renda a mais, como a de horas extras e serviços eventuais (bicos), por exemplo. (Fonte Agência Brasil)

Por: Redação

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