Polí­tica

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Durante a sessão solene de abertura do ano Legislativo na Câmara de Palmas, quatro vereadores representando as bancadas de situação e oposição discursaram em tom forte, cada um defendendo seu ponto de vista e destacando a função fiscalizadora do parlamento municipal. Mais uma vez, o tema expansão do Plano Diretor de Palmas voltou aos debates. O que chamou a atenção, no entanto, foi o embate entre os correligionários Valdemar Júnior e Iratã Abreu, ambos do PSD.

Mesmo salientando que não defendia nenhuma bancada no momento do discurso inaugural, o vereador José Hermes Damaso (PR) subiu à tribuna da Casa de Leis e se posicionou favorável ao veto do prefeito Amastha ao projeto de expansão do Plano Diretor de Palmas proposto por vereadores na legislatura passada. “Nós éramos cinco que estavam na Legislatura passada. Nosso discurso não pode mudar. Eu me posicionei contra o Plano de Expansão e continuarei”, disse, frisando, ainda, “não podemos compactuar com especulação imobiliária promovida por alguns”, disse.

Nós só teremos um transporte mais humanizado quando retirarmos pelo menos 50% dos veículos particulares das ruas durante os dias de semana.

Pela bancada de oposição, o vereador Iratã Abreu (PSD) criticou as primeiras ações do prefeito e frisou que a oposição se manterá atuante durante a gestão. “Não faremos oposição pessoal, e sim à gestão do prefeito Carlos Amastha. Temos como base a própria base de governo que o senhor apresentou à cidade”, disse.

Dentre as críticas, Iratã destacou alguns pontos específicos das primeiras ações da Prefeitura. “Me preocupa que o prefeito tenha remanejado no apagar das luzes da última gestão, 50% dos recursos sem passar pela Câmara. Preocupa-me o prefeito, no início de seu mandato, o prefeito confoiar a um terceiro responsabilidade que deveriam caber a um prefeito. Preocupa-me a situação de servidores públicos concursados que tiveram seus direitos adquiridos ignorados pelo prefeito.Preocupa-me que o prefeito tenha ignorado a lei orgânica do município, desrespeitando os procuradores do município, os submetendo a um secretário e não ao próprio prefeito”, completou.

Contestando o discurso de Abreu, o veterano e seu correligionário, Valdemar Júnior (PSD) rebateu todas as preocupações elencadas pelo jovem parlamentar. Em sua fala, o vereador frisou defendeu o remanejamento orçamentário feito pela atual gestão. De acordo com o vereador, não se pode atacar um remanejamento deste “no primeiro ano de mandato em que o orçamento não foi aprovado pela atual gestão”.

Além disso, o vereador ainda frisou que todo o parlamento se preocupa com a situação dos servidores. “Preocupação com direitos adquiridos e a situação dos servidores não são privilégios de apenas um vereador. Questionar a dada a Secretaria de governo? Todas elas são atribuição da Pasta”, completou.

Já o vereador Lúcio Campelo (PR), em tom mais direto do que os demais, frisou que pretende se manter na oposição ao governo Amastha. Campelo, citando os manifestantes presentes na Câmara, criticou a postura da Prefeitura ao deixar que a situação chegasse a este ponto. “Por que é que não chamou os líderes e os representantes para negociar antes?”, questionou.

Em tom mais incisivo ainda, o vereador criticou duramente a atuação do prefeito em suas redes sociais e seus posicionamentos pessoais na internet. “O prefeito baixou o nível de ir para a internet chamar senador e deputado de malandro, de ladrão. Eu não quero isso do prefeito da minha cidade”, atacou.

Campelo ainda atacou os primeiros dias de gestão do prefeito e questionou a viagem marcada para fevereiro. “36 dias e nada? A cidade está suja, está podre, cheia de buraco e o senhor marca viagem de 30 dias? Pague o salário dos funcionário. Isso é lei. Quando o senhor chega em uma reunião com os professores da rede municipal e diz que não trabalharia para receber o que um professor recebe, então o senhor não respeita o servidor. Por que não dá os 24% e dá 10%?”, questionou.