Campo

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Os agricultores familiares do Assentamento Boa Fé, município de Miracema do Tocantins, a 74 quilômetros de Palmas, mostram que a força de vontade, a união e o pagamento em dia de financiamentos do PNCF – Programa Nacional do Crédito Fundiário refletem na produção de alimentos.  A associação, que iniciou em 2006, possui 18 pequenos produtores associados que diversificam a produção, com plantio de mandioca, feijão, arroz, cana-de-açúcar, melancia, abacaxi, hortaliças, verduras, criação de frango e gado de leite (para consumo), entre outras atividades. Há também famílias que produzem o próprio café. As aplicações dos financiamentos na Associação foram iniciadas em 2009, data de começo do plantio. Atualmente os agricultores colhem 30 mil quilos de bananas e 16 mil quilos de mandioca, que são comercializados na região.

Segundo a presidente da Associação Boa Fé, Eliane da Silva Sousa, essas conquistas são frutos do trabalho sério e da esperança em melhores condições de vida. “Aqui somos unidos, plantamos de tudo e iniciamos com um empréstimo do PNCF. Estamos com as parcelas em dia, e, isso, resulta na produção e comercialização dos alimentos que produzimos. A nossa intenção é expandir, cada vez mais a produção, e, assim, gerar renda para melhoria de vida da nossa comunidade”, reforça a presidente.

Eliane, que também produz juntamente com seu esposo João Ribeiro, está investindo na cultura da banana e da mandioca. “Atualmente temos 2,5 hectare de banana e colhemos 26 mil quilos por mês. A mandioca é a segunda cultura, na escala de geração de renda, com seus subprodutos: farinha, tapioca e a mandioca em espécie. Com a venda da banana e mandioca, conseguimos uma renda mensal em torno de R$ 2 mil”, disse.

Segundo a diretora de Desenvolvimento Agrário da Seagro – Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Áurea Maria Matos Rodrigues, esses produtores demonstram que a vida do agricultor familiar, que muitas vezes depende de recursos do Governo para começar, pode ser mais fácil, bastando apenas que eles tenham condições de contrair empréstimo e força de vontade para trabalhar. “É impressionante como eles se organizam, se unem e cumprem com suas obrigações. Isso mostra que o recurso que eles receberam do financiamento são aplicados de forma correta nos projetos agrícolas”, informou.

Já para o engenheiro agrônomo e um dos consultores do assentamento, Raimundo Filho, os agricultores são motivados pela vontade pessoal de transformar suas vidas. “Eles trabalham sério, além disso, são compromissados. Sabem aproveitar as oportunidades, e ainda, enxergam essa oportunidade como um negócio que pode gerar renda”, disse.

Granja

A criação de galinha, principalmente a melhorada, é uma das atividades produtivas em destaque na Associação. É normal que em todas as casas os moradores criem galinhas para consumo próprio e também para comercialização nas feiras livres.  Mas o principal criador é o Raimundo Nonato, que possui uma granja com cerca de 300 frangos. “A criação de frangos é realmente uma atividade que gera renda. Mensalmente entrego nos restaurantes de Palmas e Barrolândia em torno de 60 frangos”, enfatizou o avicultor.  

PNCF

Para impulsionar, ainda mais, a agricultura familiar no Tocantins, a Seagro em parceria com a DFDA – Diretoria Federal de Desenvolvimento Agrário e a FETAET – Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado do Tocantins iniciou, no mês passado, uma programação de visitas nas associações de agricultores familiares, em todo Estado, para mobilizar os agricultores para a adesão à renegociação de dívidas do PNCF – Programa Nacional de Crédito Fundiário, programa que financia os agricultores familiares. O prazo máximo para adesão se encerra no dia 28 de março de 2013. (Ascom Seagro)