Polí­tica

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O secretário Estadual de Relações Institucionais, Eduardo Siqueira Campos comentou ao Conexão Tocantins sobre a expectativa para o julgamento do recurso contra Expedição do Diploma contra o governador Siqueira Campos e o vice, João Oliveira. “ Estamos absolutamente tranquilos com relação ao andamento. Entendo que o governador terá unanimidade no TSE”, conta.

Conforme o secretário, várias preliminares se tornaram matéria vencida ainda na fase de oitiva de testemunhas. “Em todas as audiências as acusações caíram por falta de credibilidade ou de fatos relevantes”, conta. Eduardo mencionou inclusive um caso de uma testemunha de Porto Nacional onde a pessoa seria, segundo ele, funcionário de um deputado estadual , um dos interessados no processo. Outras testemunhas teriam tido o vínculo inclusive com os deputados proponentes do Rced, Eduardo do Dertins (PPS), Júnior Coimbra (PMDB) e até com o ex-governador Carlos Gaguim, também autor da peça.

Relembrando a campanha o secretário disse que não há indícios de irregularidades inclusive pelo fato da campanha de Siqueira ter sido de oposição ao ex-governador Carlos Gaguim que comandava o governo ao mesmo tempo que tentava reeleição. “ Éramos campanha de oposição, enfrentamos o governo federal, estadual e mais de 120 municípios”, disse se referindo aos apoios que Siqueira não teve no pleito de 2010.

Siqueira Campos é acusado de abuso de poder político e econômico, uso indevido de veículo de comunicação e compra de votos. O advogado que assina o Rced, Solano Donato, já pediu à Procuradoria Geral Eleitoral do TSE que coloque o processo na pauta. Com a possibilidade de parecer pela cassação o Estado poderá passar pela segunda vez por uma eleição indireta. Não há prazo para a Procuradoria colocar o processo em pauta.

Renúncia

O secretário negou ainda qualquer possibilidade do governador renunciar ao cargo seis meses antes do término do governo para que ele possa ser candidato, uma das versões ventiladas nos bastidores da política do Estado. “ Isso não cabe na biografia na gente. Renúncia não combina com a história e biografia do governador Siqueira Campos. Querem me colocar esta peça mas eu não aceitaria. Jamais admitiria esta tese maluca. Amo muito mais a figura do meu pai, respeito o político e jamais aceitaria isso”, disse. A tese de renúncia começou a ser ventilada como uma possível saída