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O Governo do Tocantins e a empresa indiana de Infraestrutura ITNL assinam nesta terça-feira, 16, um protocolo de intenções para a realização de um estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a recuperação, duplicação e manutenção de trechos da malha viária tocantinense. A audiência será realizada às 10h30 no gabinete do governador Siqueira Campos, no Palácio Araguaia, em Palmas.

A empresa, que tem experiência na gestão de mais de 12 mil quilômetros de rodovias na Europa, Ásia e África,  irá fazer um levantamento nos trechos que ligam Palmas a Porto Nacional; Palmas a Paraíso do Tocantins; e Palmas a Miracema/Miranorte. Além disso, também é de interesse da empresa atuar na TO 500 (Transbananal) e na construção da nova ponte de Porto Nacional. “O interesse dessa empresa é, após o estudo de viabilidade, definir com o Governo uma concessão ou uma PPP (Parceria Público-Privada) para trabalhar nesses trechos”, explicou o secretário Especial de Promoção e Atração de Investimentos, Divaldo Rezende.

De acordo com Rezende, essa não é a primeira vez que os representantes da empresa indiana vêm ao Tocantins. “Essa visita é parte da articulação para captação de recursos que o Governador Siqueira Campos vem fazendo junto a empresários espanhóis e internacionais. Eles já estiveram aqui, juntamente com a comitiva que acompanhou o ministro da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente da Espanha, Miguel Arias Cañete, em janeiro deste ano. Agora eles retornam para assinar esse protocolo e iniciar todos os estudos e ações relacionadas aos trechos”, destacou ele.

A empresa ainda não possui investimentos na América Latina e o Tocantins será o elo entre a ITNL e o Brasil. “A empresa possui US$ 1 bilhão para investir no país e deve começar pelo nosso estado”, disse o secretário.

A empresa pretende entregar os estudos em até 90 dias e a expectativa é de que os trechos beneficiados recebam um investimento na ordem de R$ 1,3 bilhão. “Após a apresentação dos estudos o Governo pretende abrir a licitação para a concessão ou a PPP. Se a empresa realizadora dos estudos não sair vencedora, ela deverá ser ressarcida dos custos com o processo inicial”, ressaltou o secretário. (ATN)