Esporte

Foto: Divulgação Deputado nega tentativa de agressões a árbitro Deputado nega tentativa de agressões a árbitro

 O deputado estadual do PSD, Jorge Frederico é alvo de polêmica no mundo do esporte o que motivou notas de repúdio da Associação Tocantinense dos Árbitros (ATAF) e da Associação dos Cronistas Esportivos (Aceto). As entidades alegam que o parlamentar no dia 20 de abril invadiu o campo do jogo no Estádio Mirandão na partida entre Araguaina e Palmas tentando desferir socos e pontapés no árbitro da partida Raimundo Ramos. As duas associações acusam ainda o deputado de ter feito ofensas morais.

Para a Associação dos árbitros o parlamentar desrespeitou a Lei denominada Estatuto do Torcedor, artigo 39 quando diz que o torcedor que invadir local restrito aos competidores, promover tumulto, praticar ou incentivar a violência, ficará  impedido de comparecer as proximidades do evento, bem como qualquer local que se realize evento  esportivo, pelo período de 03 meses a um ano.

“O comportamento do deputado Jorge Frederico, mostra uma pessoa mau educada, agressiva, covarde, injusta e despreparada para exercer um cargo público, no qual é, ou se diz, nosso representante. A atitude do deputado Jorge Frederico poderá ser interpretada como tentativa de tirar vantagens politicas mostrando aos torcedores do touräo que ele é defensor ferrenho do Araguaína, mais imaginamos que esse näo seja o caminho correto”, alega a entidade que representa os árbitros.  

Na nota de repúdio, a Associação afirma esperar que as autoridades competentes: Federaçäo Tocantinense de Futebol, Tribunal de Justiça Desportiva, Ministerio Público e Juizado Especial, tomem as providências necessárias para que o parlamentar  seja punido de acordo com a Lei.

Já a nota da Aceto diz que “a entidade lamenta a postura do nobre deputado estadual Jorge Frederico, que destemperado, agiu com total imprudência, desrespeitando a lei e infligindo o código brasileiro desportivo, podendo ser punido e também  prejudicar o time do Araguaína, na partida do Touräo contra o Palmas, na primeira rodada do segundo turno tocantinense, no último sábado (ZO/O4)”, diz na nota.

Para a Aceto, independente de qualquer erro de arbitragem que possa ter cometido o árbitro Raimundo Ramos, quem deve julga-lo e puni- lo na esfera desportiva é o departamento técnico da Federação Tocantinense de Futebol  e o Tribunal de Justiça Desportiva. “Nunca, sob qualquer pretexto, o deputado torcedor ou torcedor deputado, poderia invadir o campo, usando inclusive a prerrogativa de deputado, o que pode agravar ainda uma possível pena, e tentar agredir o árbitro  e ainda ofende-lo moralmente”, consta na nota assinada pelo presidente da Aceto, Gilberto Correia da Silva.

Deputado nega

Procurado pelo Conexão Tocantins, o deputado negou veemente ter agredido o árbitro. “ Isso nunca houve de forma alguma. Falei com ele no intervalo do primeiro com o segundo tempo e não entrei no campo. Nunca iria agredir uma pessoa fisicamente isso não faz parte da minha índole. Centenas de pessoas viram o fato”, argumenta.

O parlamentar contou ainda que a única frase que disse ao árbitro foi: “ Respeite Araguaina e o time do Araguaina”, contou. Na opinião do parlamentar o árbitro estava mal intencionado no jogo. Frederico porém cogitou a possibilidade do deputado federal Leomar Quintanilha, que preside a Federação, estar por trás das ações da Aceto e da Associação dos Árbitros bem como na nota de repúdio. “ O presidente da Federação está por trás porque eu critiquei ele. Este é o único fundamento. Falei que vamos abrir a caixa preta da Federação porque há 20 anos uma pessoa só preside e os clubes estão ficando prejudicados”, alegou.

Em entrevista ao Conexão Tocantins o deputado federal Leomar Quintanilha que preside a Federação  afirmou que ficou sabendo do episódio que ocorreu em Araguaina mas não quis comentar a declaração de Frederico que atribuiu as notas de repúdio à uma ação coordenada por ele.  “Eu tenho mais o que fazer e não tenho que dar atenção para as bobagens que ele fala ou faz”, frisou. O parlamentar argumentou ainda que não estava lá e que não tem nada a ver com o episódio. “ O que a federação faz é investir na formação dos árbitros. O comportamento dele, nem eu nem a Federação temos nada a ver com isso”, acrescentou.

Veja abaixo as notas anexadas.