Polí­tica

Um grupo de manifestantes tomou conta da Assembleia Legislativa do Tocantins, durante a sessão extraordinária desta terça-feira, 30. O grupo formado por mais de 16 movimentos sociais protestam contra o auxílio moradia para os deputados no valor de R$ 3.429,50, mesmo a maioria dos deputados tendo residência fixa na capital.

São 16 entidades, entre elas, o MST, MAB, CUT, MNLM, Sintsep, OPM, MUDAS, DCE-UFT, Casa da mulher 8 de Março e outros, que compõe a manifestação, que lotou a galeria de visitantes da AL. Segundo Antônio Marcos, coordenador geral do MST, no Estado do Tocantins o auxílio é a motivação base do protesto. “Essa é uma marcha unificada dos trabalhadores rurais do Estado e o protesto principal é contra o auxílio-moradia dos deputados, dos promotores e procuradores do Ministério Público do Tocantins, e contra o deputado federal Irajá Abreu que recentemente assumiu a pasta na Secretária do Desenvolvimento Agrário e regularização Fundiária", afirmou. 

O pedido de auxílio moradia para os deputados do Tocantins foi assinado por 22 deputados, a maioria são moradores da capital e tem residência fixa. O deputado Wanderlei Barbosa (PEN) defende que o direito ao auxílio-moradia dos deputados deveria ser para aqueles que não tem residência fixa na capital. “Não deveria ter para quem mora em Palmas, mas sim para quem não tem moradia fixa e paga aluguel”, afirmou.

Dos 24 deputados do Estado, 13 deles, possuem residência própria na capital e mesmo assim, segundo o ato da mesa diretora, serão beneficiados com o auxílio moradia. Um deputado recebe R$ 45 mil de verba de gabinete por mês para pagar servidores, e R$ 25 mil de verba indenizatória e cerca de R$ 20 mil de salário.

O assunto porém ainda divide deputados, há os que defendem veemente a proposta e os que mesmo assinando o ato da mesa já recuaram de receber. Sargento Aragão (PPS) já informou que vai doar o auxílio já Marcelo Lelis (PV) e Josi Nunes (PMDB) informaram que não vão receber.

Já o deputado Manoel Queiroz (PPS), diz não ter moradia fixa na capital e paga aluguel no valor de R$ 2.750 mil. Para Queiroz, o auxílio é um direito e o ajudaria a se manter durante os dias que passa na capital a trabalho. “Eu pago aluguel, e pago caro, não tenho residência fixa na capital, eu sou a favor do auxílio-moradia”, afirmou. (Com informações de Raimundo Gamma)