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 O deputado Osvaldo Reis (PMDB) elaborou requerimento, que está sendo encaminhado ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, solicitando informações sobre o total de recursos que o governo federal destinou ao Projeto de Irrigação Sampaio, localizado no extremo Norte do Tocantins. A audiência com o ministro para tratar do assunto está prevista para a primeira quinzena de maio. O Pedido de Informação, que segue assinado pelo presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), requer do Ministério o montante de recursos investidos no Projeto desde o ano 2000, data da primeira tentativa de implantação até os dias atuais.

De acordo com o deputado Osvaldo Reis, o Projeto de Irrigação Sampaio, em uma área total prevista de 19.500 hectares, começou a ser discutido, em meados do ano 2000 com os produtores agrícolas e proprietários de terra do município de Sampaio, localizado na região do Bico do Papagaio, no Tocantins.  O Projeto foi apresentado pela Secretaria de Produção do Estado que anunciou um aporte inicial de milhões, gerando 10 mil empregos diretos, possibilitando a produção, além da subsistência dos moradores. A proposta deveria beneficiar diretamente a região do Bico do Papagaio refletindo nos municípios em torno da cidade de Sampaio, como Carrasco Bonito, Augustinópolis e Praia Norte.

A realidade, segundo Osvaldo Reis, mostra que mesmo tendo sido anunciada a implantação do Projeto de Irrigação Sampaio em duas situações diferentes, a Região está abandonada. “O que se vê onde deveria ser uma área irrigada e produtiva são máquinas enferrujando, canais entupidos e o mato tomando conta do espaço”, lamentou o parlamentar. Em 2011, o governo do Tocantins anunciou a retomada da obra, “mas desde o anúncio da implantação, nada foi feito”, denunciou. Estima-se que 500 homens da cidade de Sampaio trabalham em outros estados e a razão principal disto é que a região de várzea onde muitos produziam para o seu sustento estava improdutiva, porque foi tomada sem sucesso para a implantação do Projeto.

A expectativa para o início da produção foi de três anos. Além da agricultura, a obra previa a produção intensiva de pecuária confinada e semiconfinada com o uso do subproduto do arroz, da soja e do milho, usados na fenação para alimentação do gado, aumentando assim a produção. As obras também consistiam em sistemas de bombeamento para captação, distribuição e drenagem de água e dique para proteção das áreas de lavoura contra as cheias do rio Tocantins. Na época do lançamento do Projeto, a região registrava um dos menores Índices de Desenvolvimento Humanos (IHD) do país e seria um fator de transformação da economia do local, produzindo riquezas, gerando empregos e promovendo transformações sociais. “É lamentável o desrespeito com a população e o mau uso do dinheiro público em um projeto de tanta envergadura em uma região pobre e carente de todo tipo de recurso”, destacou Reis. (Ascom)