Palmas

Foto: Divulgação

A prefeitura de Palmas, que alega a necessidade de manter  a ordem pública, dialogou com os manifestantes do grupo Ocupa Palmas que estão acampados há quase um mês no canteiro central em frente à Estação Apinajé na capital e já pediu que o grupo deixe o local. A alegação é de crime ambiental.

O Procurador Geral de Palmas, Publio Borges informou ao Conexão Tocantins que o município entrou com uma ação no Tribunal de Justiça nesta terça-feira, 30, pedindo a desocupação da área. “Identificados os ocupantes da área pública  é preciso avaliar e identificar eventuais  danos ambientais e ao patrimônio público”, disse.

Através de sua página na internet o grupo informou que nesta terça-feira, 31,  a Polícia Militar Ambiental foi até o local e afirmou que o acampamento cometia crime ambiental. Por outro lado eles alegam que desde os primeiros dias da ocupação a Prefeitura deixou de regar a grama e as flores do canteiro e ainda que devido às altas temperaturas de Palmas as barracas são periodicamente mudadas de lugar com a preocupação de não causar danos irreversíveis ao local. Eles argumentam também que todos os dias o lixo é recolhido e ainda há busca ativa de resíduos espalhados pelo canteiro, até mesmo os trazidos pelos ventos, para que o canteiro seja mantido limpo. “O Ocupa Palmas não comete crime ambiental e ainda adota a área com cuidados diários”, alega o grupo.

O secretário de Governo e Relações Institucionais, Tiago Andrino afirmou ao Conexão Tocantins que esteve duas vezes no acampamento conversando com o grupo e que o prefeito Carlos Amastha (PP) é simpático às manifestações. “ O movimento teve uma certa aceitação da prefeitura mesmo sendo um acampamento em via pública. Esta pauta do transporte nos interessa mas temos a obrigação de manter a ordem pública”, frisou. Ele conta que mesmo com o pedido para que os manifestantes deixem o local a prefeitura continua aberta para discutir a pauta de manifestações. Andrino diz que pediu aos manifestantes que definissem uma data para deixar o local mas que o grupo decidiu por continuar com o acampamento.

Pauta

O movimento ocupa o canteiro entre a Praça dos Girassóis e a estação de ônibus Apinajé, desde do dia 04 de julho e exigem melhorias no transporte público. Eles pedem ainda passe livre estudantil, abertura de licitação para novas empresas do transporte coletivo decidida por consulta popular, redução da tarifa, transparência sobre os gastos com transporte, continuidade das linhas de madrugada e espaço para livre iniciativa empresarial do transporte público.