Polí­tica

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O senador Ataídes Oliveira (PSDB - TO) manifestou preocupação nesta terça-feira (6/8) com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que revela que cerca de 5,3 milhões de jovens entre 18 e 24 anos, em sua maioria mulheres, não estudam e nem trabalham. A pesquisa foi discutida no programa “Entre Aspas”, da GloboNews, e chamou a atenção do parlamentar.

“É um grupo conhecido como “jovens nem nem”, ou seja nem estudam, nem trabalham.” Segundo a pesquisa, estas pessoas correspondem a  16% dos jovens dessa faixa etária no país. Para ele, o dado é muito preocupante para a nação, já que o que resta para esse grupo, desde que não tenham uma estrutura familiar adequada, é a criminalidade e as drogas. São quase quatro milhões de pessoas, sendo que três quartos desse grupo são de mulheres, muitas delas já com filhos.

“Este é o quadro que se encontra hoje em nosso país: muitos, mas muitos desses jovens vão para as drogas e para a criminalidade. O governo tem essas informações; talvez o povo brasileiro não as tenha, mas o governo tem essas informações sobre esses jovens”, ressaltou.

Ataídes informou que 80% dos jovens não fizeram curso profissionalizante e disse que poderiam ser ajudados por meio do Sistema S. Ele explicou que o sistema, que receberá cerca de R$ 20 bilhões de dinheiro público este ano, tem a finalidade exclusiva de dar curso profissionalizante gratuitos aos trabalhadores. “O Sistema S pode e deve disponibilizar uma cota para esses jovens e dar a eles uma oportunidade para fazerem um curso profissionalizante e inseri-los no mercado de trabalho. Existe dinheiro e estrutura para tal”, disse.

O senador destacou, ainda, que os cursos do Sesi e Senai, em geral, são pagos e os jovens não possuem posses para arcar com os valores, daí seguem sem profissionalização e, consequentemente, sem emprego. O parlamentar salientou que é preciso ajudar os jovens “nem nem”. “É preciso olhar por eles. Eu falo aqui que o Sistema S tem que ajudar e ninguém ouve”, disse.