Palmas

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A sessão extraordinária na Câmara de Palmas na tarde desta quinta-feira, 22, mostrou a divergência de alguns aliados do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP) com relação à própria gestão. O projeto da prefeitura que propõe a criação da Agência de Águas  foi rejeitado por 8 a 7. Votaram contra o projeto os governistas Jucelino Rodrigues, Rogério Freitas (PMDB), Waldson da Agesp (PT), Emerson Coimbra (PMDB) e Junior Geo (PSB) além dos oposicionistas Iratã Abreu (PSD) e Lucio Campelo (PR).

O relator do projeto foi o peemedebista Rogerio Freitas que chegou a dizer após a votação que acordo que fosse feito passando pela Câmara não valia. Em seu discurso ele criticou a prefeitura. “Esta Casa tem sido tratada pelo Executivo em segundo plano”, afirmou alegando que se houve algum acordo foi feito entre prefeitura e Saneatins. Segundo ele, o papel dos vereadores da base não é fazer discurso bonito para agradar o prefeito.

Após a rejeição do projeto o governista Valdemar Junior (PSD), um dos maiores defensores da gestão Amastha, afirmou que é preciso aceitar o resultado da votação mas defendeu a criação da Agência. “ Ora quem é que regula o transporte coletivo de Palmas? É a prefeitura de Palmas”, comparou ao defender que a prefeitura assuma os serviços de saneamento básico. “Eu acho que a cidade perdeu muito”, desabafou ao dizer que a Agência ia fiscalizar os serviços da empresa responsável pelos serviços.

Segundo ele era um momento de dar autonomia para a prefeitura fiscalizar os serviços. “Nos anos seguintes isso fará falta para Palmas”, afirmou. O parlamentar não descartou a possibilidade do projeto ser apresentado novamente pela gestão.

Rogério Freitas discordou do discurso de Valdemar. “ Cada um se posiciona de acordo com o que leu na matéria e no corpo dela não dizia quantos fiscais teriam na Agência nem quantos engenheiros sanitaristas teriam ou se teriam doutores em saneamento básico e se esses servidores seriam contratados”, questionou.

O vereador do PMDB, Emerson Coimbra também repercutiu a rejeição do projeto. “No poder Executivo e legislativo tem que ter sintonia senão as coisas não andam”, disse. Ele explicou que a situação da Educação do município principalmente  a falta de vaga em algumas creches municipais pesou na sua decisão de votar contra.  “ Não temos condições de criar essa Agência neste ano quem sabe no próximo ano”, disse. Ele não citou nomes mas disse que foi pressionado. “Não admito vir com pressão pra cima de mim. Pressão não adianta. Me pressionar para votar numa coisa que eu não quero votar não vou fazer isso nunca”, disse.