Polí­tica

O vereador petista Waldson da Agesp comentou ao Conexão Tocantins nesta sexta-feira, 23, sobre a rejeição do Projeto de Lei da Prefeitura de Palmas que tratava da criação da Agência de Águas do Município. Por oito a sete os vereadores rejeitaram a matéria do Executivo com ajuda de governistas.

Sobraram reclamações de insatisfeitos da base com relação à atual gestão. O petista Waldson da Agesp frisou que não tem nada contra a atual administração e diz ter votado contra porque na sua opinião o município não tem condições de manter a Agência. “ Como é que vai criar uma Agência de Águas sem ter pessoas para comandar essa Agência?”, questionou. Segundo ele a prefeitura tem outras necessidades urgentes no momento. Nesse sentido citou que na Agesp a prefeitura demitiu 350 servidores. “ Como é que vai criar Agência se os trabalhadores que trabalham de sol a sol fazendo as limpezas das ruas estão sendo demitidos? 350 deles estão lá com a carta de demissão nas mãos”, argumentou.

Apesar de ter votado contra o projeto o vereador diz ter boa relação e ser da base do governo atual. “ Continuo na base do Amastha. Não votei contra o governo Amastha, votei contra a Agência porque entendo que o momento é de resolver essas outras questões urgentes que estão por aí”, disse.

Uma falha apontada pelo vereador seria a articulação política da atual gestão junto à Câmara de Palmas. “ A articulação política não conseguiu acertar em nada até agora e tem que melhorar 100%”, disse. O secretário de Planejamento, Adir Gentil vai assumir a articulação política na Câmara no lugar do secretário de Governo e Relações Institucionais, Tiago Andrino. O Conexão Tocantins tentou por várias vezes ouvir Andrino mas as ligações não foram atendidas.

O prefeito Carlos Amastha (PP) avaliou que não teve derrota e disse que a prefeitura vai buscar outros instrumentos para fazer o papel que a Agência faria. O gestor avaliou ainda uma possível falha na explicação do projeto aos vereadores.