Polí­tica

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Após deixar a liderança do prefeito Carlos Amastha (PP) o vereador do PMDB analisou ao Conexão Tocantins na tarde desta quinta-feira, 29, a situação política da base governista bem como os rumos da relação institucional entre Executivo e Câmara. Segundo ele o atual impasse vai trazer um amadurecimento político.

A primeira afirmação de Joel foi a de que continua firma na base. “ Continuo e creio que essa dificuldade entre a Câmara e a prefeitura não é proposital e sim por causa da inexperiência afinal esse é um momento novo para os dois”, salientou. Atualmente a base de vereadores de Amastha deixa claro que falta uma relação melhor com o Executivo mas para Joel mesmo com o momento atual não deverá ter racha. “O que faltou foi um entrelaçamento e uma harmonia maior mas na minha opinião não há racha e a base permanecerá com os 16”, avaliou completando que faltou uma melhor relação com relação a todos. Ele comentou que algumas mudanças já estão sendo feitas para melhorar a relação entre Câmara e Prefeitura dentre elas  a ida de Adir Gentil para a articulação política na Casa de Leis.

O impasse no relacionamento estaria mais ligado aos cinco vereadores – Emerson Coimbra, Rogerio Freitas, Jucelino Rodrigues, José Hermes Damaso, Junior Geo e Waldson da Agesp -  que tem discordado de alguns pontos da atual gestão.

Apesar de pregar um melhor relacionamento entre Executivo e base Joel evitou críticas ao prefeito Carlos Amastha e diz que acredita na atual gestão. “Eu aposto na gestão. Não consegui identificar até agora nada que mostre que a gestão é desonesta e se algum dia eu identificar desonestidade deixo de apoiar”, garantiu. Sobre a pedido de abertura da CPI para investigar o contrato da prefeitura com a Terra Clean o ex-líder ponderou que tem muita gente fazendo palco político em muitos aspectos e defendeu a contratação da empresa. “ Pelo que vi até agora não há nada de errado até porque o preço da empresa é menor do que a anterior mas temos que ver o contrato”, ponderou.

O vereador não esteve presente na votação do projeto da Criação de Águas que foi rejeitado e justificou que não compareceu por estar resolvendo problemas de ordem pessoal.

PMDB

Ele relata ainda que tem conversado com os colegas de partido, Emerson Coimbra e Rogério Freitas, que além de críticas votaram contra o projeto do Executivo que propôs a Criação da Agência de Águas e também a favor do pedido de abertura da CPI do Lixo, e que não há tendência deles deixarem a base. “ Cada vereador manifesta sua insatisfação de alguma maneira mas o PMDB continua firme”, disse.

Novo líder

Joel frisou que a escolha do novo terá que ser estratégicas mas preferiu não defender nenhum nome. “ O novo líder terá menos trabalho do que eu, peguei um momento novo de muitos ajustes e conhecimento”, resumiu. O peemedebista aconselhou que o novo líder tenha mais abertura no Executivo para ter condições de defender melhor as ações da atual gestão. Uma dos motivos que teria motivado a saída de Joel foi a falta de comunicação prévia por parte do Executivo com relação a alguns projetos, segundo informações.