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Os policiais civis do Tocantins, reunidos em assembleia geral extraordinária, neste domingo, 1º de setembro, resolveram dar “um voto de confiança” ao governo em relação às reivindicações apresentadas pela categoria. Na prática, eles vão continuar em estado de greve, e não mais promover ações do movimento grevista, inicialmente previstas para esta segunda-feira, 2.

Neste domingo, a categoria chegou ao consenso de que é preciso avançar nas negociações com o governo, e para isso é necessário um prazo maior. Na ocasião também foi escolhida uma comissão – formada por representantes de todas as categorias que vão auxiliar o SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins) nas discussões com o governo.

Uma das propostas aprovadas pela plenária é o retorno de agentes penitenciários (Agepens) à Secretaria da Segurança Pública. Atualmente eles estão cedidos à Secretaria de Estado da Defesa Social. Ficou decidido também, que esses servidores precisam ter suas atribuições ampliadas, e não a extinção do cargo e o aproveitamento nas funções típicas de Polícia Judiciária, proposta pelo governo.

De acordo com o projeto de lei do Executivo estadual, a carreira dos Agepens seria extinta; eles seriam colocados em disponibilidade (com salários proporcionais ao tempo de serviço) e depois seriam reaproveitados. Para a categoria tal proposta geraria insegurança jurídica, uma vez que a constitucionalidade da lei poderia ser questionada.

Os policiais também vão apresentar uma contraproposta ao governo em relação à progressões da carreira – atrasadas desde o início do ano passado. Eles aceitaram parcelar, a verba retroativa a que têm direito, mas não abrem mão de recebê-la. Na última quinta-feira, 28, o governo garantiu que pagaria as progressões, desde que a categoria abrisse mão do retroativo, o que foi rejeitado em assembleia geral, realizada naquela data.

Positiva

Para a presidente do Sinpol, Nadir Nunes, o encontro deste domingo foi positivo, já que se chegou a um consenso sobre o que negociar. “até então, havia muita divergência nas ações para um único objetivo, agora podemos discutir com o governo a  efetivação  de direitos e buscar melhorias na prestação de serviço à sociedade”.

Greve

A trégua ao governo, porém, é somente uma demonstração de que os policiais civis estão abertos ao diálogo. Isso significa que, caso as reivindicações não sejam atendidas, a categoria vai paralisar suas atividades por tempo indeterminado, como estava previsto anteriormente.

Para lembrar isso à administração estadual, policiais civis de todo o Estado vão trabalhar com um colete com os dizeres “estamos em greve”, atitude que será adotada nos próximos dias, a contar desta segunda-feira.

Por: Redação

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