Polí­tica

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O deputado José Roberto Forzani (PT) repercutiu a rejeição de contas de 2009 por 13 votos na Assembleia Legislativa nesta quinta-feira, 5. A rejeição pegou de surpresa os aliados dos ex-governadores Carlos Gaguim e Marcelo Miranda, ambos do PMDB.

 Segundo José Roberto a posição foi para tirar no tapetão dois ex-governadores. “ Eles não cometeram nenhum desvio de recurso que esteja comprovado nos atos”, disse. Ele frisou que espera que os mesmos deputados que votaram contra também rejeitem as contas de Siqueira Campos.

O petista chegou a dizer: “Os que estão derrotando vocês são os que usufruíram dos seus governos mas os traidores pagam caro pela traição”, se dirigindo aos ex-governadores presentes acompanhando a votação.

 Stalin Bucar afirmou que com a rejeição das contas  a Assembleia “perdeu o resto de credibilidade que tinha”. “ É difícil o homem de bem participar deste poder legislativo e é muito difícil conseguir entender como é que pode acontecer uma votação dessa aqui”, disse lembrando que há deputados que participaram da gestão de Marcelo e Gaguim.  “Eu quero acreditar que não rolou dinheiro nessa manobra”, frisou.

 Para ele a votação foi vergonhosa e  foi feita camufladamente. “É uma decepção, é uma vergonha e estou participando um colegiado que envergonha  a gente”, disse.

 Em seguida Marcelo Lelis (PV) informou que votou a favor da aprovação das contas assim como Amália Santana (PT) que também disse ter votado a favor do relatório das Comissões.

José Bonifácio do PR também disse ter votado a favor. “Votei a favor dos ex-governadores esperando que a justiça seja feita”, disse.

 Já Eli Borges afirmou que faltou avisar previamente que as contas estariam em votação nesta quinta-feira. “ Não tivemos nem 24 horas para articular”, frisou. Ele acrescentou ainda “ Não é bonito para nenhum colega aqui comprometer a geografia política de 2014”, disse. Ele elogiou Gaguim e Marcelo e disse que eles deixaram um rastro positivo. “Entendo que a disputa é aquela no voto. Esse governo que aí está é PHD em tapetão, em usar o judiciário. O Tocantins precisa evoluir e crescer. O cidadão tem que ter a chance de disputar as eleições”, afirmou.

 Sargento Aragão (PPS) questionou ainda a convocação relâmpago da matéria por parte do presidente. “ Achei muito estranho e liguei para alguns colegas parlamentares”, contou. “Não adianta achar que numa cassação de governo o candidato dele ganha aqui porque não vai ganhar e não seja candidato dele porque o senhor não ganha”, frisou se referindo ao presidente Sandoval. Aragão pediu uma perícia no painel de votação.

Manoel Queiroz (PPS) disse que não ficou surpreso com a rejeição e disse que os ex-governadores pelo menos terão tempo de recorrer da decisão. "Não é essa Casa que vai impedir os ex-governadores de voltar para os quadros da política", disse.

A peemedebista Josi Nunes também lamentou o resultado da votação.  “ O peso do poder Executivo nessa Casa é enorme”, frisou. Segundo ela o que pesou no resultado foi o cenário de 2014.  “ O governo sabe que Marcelo Miranda ao governo é imbatível e Gaguim ao Senado é imbatível”, disse.

Gaguim e Marcelo acompanharam a votação na Casa de Leis. Os dois ex-governadores vão recorrer.

Críticas

O presidente Sandoval Cardoso (PSD) foi criticado por vários parlamentares. José Roberto do PT chegou a dizer que Sandoval colocou as contas em votação a pedido do Palácio.