Polí­tica

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A opção do deputado estadual Wanderlei Barbosa (SDD) de se filiar ao Solidariedade, partido da base do governo estadual abalou a relação política com o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PP). Segundo o gestor frisou ao Conexão Tocantins eles continuam amigos mas politicamente estão em lados opostos.

“Ele está num partido da base do governo e não é mais um aliado político”, frisou. O pepista definiu o deputado como um amigo que pode ser um provável aliado no futuro. Barbosa esteve na solenidade de assinatura do edital do concurso da Educação esta semana no Paço Municipal quando teria, segundo informações, assegurado ao prefeito que se mantém na sua base de apoio.

Em entrevista ao Conexão Tocantins recentemente falando sobre o assunto o deputado não descartou apoiar o nome de Eduardo Siqueira Campos na eleição do próximo mas deixou claro que pretende continuar também no grupo do prefeito na capital.

O Conexão Tocantins questionou o prefeito se com a mudança na relação política com o deputado há alguma possibilidade de mudanças no comando da Educação, pasta comandada pela irmã do parlamentar, Berenice Barbosa. “ Isso nem passou pela minha cabeça porque a Berenice é uma excelente profissional e o trabalho dela até o momento graças a Deus está fantástico”, disse. O pepista lembrou também que o irmão de Wanderlei, vereador Marilion Barbosa (PSB) é um dos  maiores aliados da gestão. “ O Marilon é da base, é um dos vereadores mais fieis”, disse.

Servidores da pasta chegaram a questionar a possibilidade de uma mudança no comando da pasta principalmente após publicação de decreto no Diário oficial onde consta a comitiva que vai participar de evento na Coreia do Sul e que não traz o nome da deputada. Amastha garantiu que Berenice irá participar do evento.

Muro                         

Durante a entrevista nesta quinta-feira o prefeito respondeu ainda às críticas do suplente de senador e presidente regional do Pros, Ataídes Oliveira que chegou a dizer esta semana que o prefeito precisa descer do muro com relação a seu posicionamento de oposição. “Eu sou prefeito e tenho uma cidade para administrar, não vou fechar as portas para o governo nem pra Katia Abreu nem para ninguém que queira cumprir a obrigação de colocar recursos na nossa cidade”, disse.

O gestor pontuou ainda que já ganhou a eleição e não é candidato. “A corrida é por quem faz mais e não para ver quem atrapalha mais”, disse.