Economia

A pesquisa encomendada pela Federação das Indústrias do Tocantins  - FIETO, referente ao ano 2012, e divulgada nesta terça-feira, 23, mostra que a estimativa do Produto Interno Bruno (PIB) do Tocantins Industrial cresceu 3,6%. O Indicador é motivado pelos setores de extrativo mineral (23,2%), serviços industriais de utilidade pública (20,7%) e a indústria de transformação (3,4%).

 Estima-se um PIB industrial de R$ 5,07 bilhões, sendo composto por R$ 2,27 bilhões do setor de Construção, R$ 1,94 bilhões dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (que inclui segmentos de água e energia), R$ 755 milhões da Indústria de Transformação e R$ 109 milhões da Indústria Extrativa Mineral. Em 2010, o PIB da Indústria foi R$ 4,97 bilhões.

O indicador positivo industrial ocorre no mesmo período em que o PIB estadual decresceu 3,1%. Os dois principais fatores que causaram a baixa no PIB do Estado foram a construção civil (-8,1%) e a queda da massa salarial do setor público (-10,1%).

A indústria no Tocantins é alicerçada na construção civil que representa 44,8% do total do PIB industrial no Estado. (No Brasil a construção significa 20,1% do PIB Industrial). A situação foi ocasionada, pela falta de capacidade de investimentos do Estado. De acordo com o gerente de pesquisas da Fieto, Carlos de Assis, a queda nos segmentos da Construção é preocupante.

“Isso colaborou para o enfraquecimento da economia, causando a sensação de estagnação” explicou. O crescimento do setor extrativo mineral foi o que contrabalanceou a queda no indicador da construção civil.

A pesquisa reforça que a Indústria da Transformação ainda é um dos principais quesitos a serem desenvolvidos no Tocantins. Em todo o país esse segmento representa 57,8% do PIB industrial, enquanto aqui no Estado apenas 14,9%. Diante disso, permanece o desafio do Estado de promover industrialização capaz de agregar valor as riquezas naturais e humanas.

O estudo foi encomendado pela Fieto à Universidade Federal do Tocantins que consolidou as informações com base no IBGE e no Relatório Anual de Informações Sociais. (Ascom Fieto)

Por: Redação

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