Polí­cia

Foto: Divulgação

A Polícia Civil, com o apoio da Polícia Militar, realizou na manhã de sexta feira (12) a Reprodução Simulada, mais conhecida como reconstituição de crime, da morte do cabo Elivan Lacerda da PM do Tocantins, morto aos 36 anos com um tiro na nuca, que segundo o laudo da perícia, teria sido disparado por um colega durante ação policial.

Os PMs envolvidos foram ouvidos pelos peritos separadamente. Depois, com armas de brinquedo fizeram toda a simulação do crime. Um carro descaracterizado foi usado para simular a fuga do assaltante Luan Paulino e um policial fez o papel do cabo Lacerda que foi morto no local. Tudo feito bem devagar. A Perícia analisou cada detalhe da cena do crime. Um guarda-chuva foi usado porque chovia muito no momento.

A reconstituição da morte do cabo começou por volta das 9h, próximo ao povoado de Mata Azul-GO. O trabalho da polícia civil durou cerca de três horas e contou com a participação dos militares que estavam com o cabo Lacerda no momento do tiroteio. O pai, a esposa e o irmão do PM morto acompanharam de perto os trabalhos dos peritos. A esposa Evaci emocionada chorou muito observando tudo.

Segundo Klaytes Camilo, delegado que investiga o caso, a reconstituição foi para saber de qual arma partiu o tiro. “Eles vão analisar o laudo, se for preciso outra reconstituição vai ser feita. Fizemos a reprodução de todos os fatos. A reconstituição foi necessária para identificar os autores e para eliminar contradições dos depoimentos. O trabalho foi satisfatório”, Afirmou o delegado titular do caso. Ainda segundo Camilo, um relatório com as conclusões feitas através da reconstituição será produzido e o inquérito deve ser remetido à Policia Militar do Tocantins em até 30 dias, ou se necessário o resultado pode ser adiado por mais dias.

A major da PM, Lilian que acompanha o caso, declarou que a reconstituição foi um pedido dela para finalizar as investigações. “Como a morte aconteceu em Goiás, eu pedi que fizesse uma reconstituição para individualizar a autoria e esclarecer o crime, vamos receber o laudo da perícia de Goiás e juntar com o nosso e em seguida enviaremos para a Corregedoria Geral e depois para a Justiça Militar”, declarou.

Durante a reconstituição, vários policiais de Goiás e Tocantins participaram dos trabalhos. A área foi isolada por alguns minutos com o objetivo de garantir o trabalho da polícia e preservar a integridade física dos envolvidos.

A família do cabo Elivan Lacerda, continua inconformada com a situação, pede justiça e não acredita na versão da PM. Afirmam que o crime foi premeditado e os envolvidos estão mentindo para proteger alguém na reconstituição da cena do crime.

Estiveram presentes no local equipes das áreas de Inteligência de Goiás, Perícia e Homicídios da Polícia Civil. O comandante da Policia Militar de Palmeirópolis Ubiratan Lopes, Major Lilian e Sargento Susy de Gurupi, Militares de Goiás e Tocantins.