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A diretoria da Associação dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Aspol/TO) se reuniu na ultima quinta-feira, 02, e definiu os principais eixos de atuação da entidade em 2014. Como foco central das discussões, está o compromisso firmado pelo governador Siqueira Campos com a entidade ainda na campanha eleitoral no ano de 2010.

“Tornamo-nos a única categoria de funcionários públicos estaduais a apoiar esse governo e buscaremos com que a categoria tenha honrados os compromissos feitos e reafirmados em palanque, como no comício realizado na Cimba em Araguaína diante dos policiais ali presentes”, disse o presidente da entidade, Davi Fernandes Nunes.

Ainda de acordo com o presidente, esse é um ano eleitoral, portanto o governo tem os prazos estabelecidos pelo TSE para a concretização de determinados projetos. Deste modo é exíguo o tempo para se cumprir alguns dos acordos firmados com a polícia civil.

“Nos últimos três anos de gestão foram de insignificantes avanços. A policia civil tem sido preterida dentro das prioridades para o funcionalismo publico, como também diante de outras categorias, fato que vem acentuando o descrédito desse governo com a única categoria que se dispôs a abraçar sua campanha na eleição de 2010”. Afirmou Davi Fernandes.

Outra crítica feita pelo presidente da entidade foi com relação ao secretário Lúcio Mascarenhas. “Ele [Mascarenhas] passou o tempo todo enrolando centenas de pais de família com promessas e propostas vans, a exemplo da medida provisória (a gota d’água da relação com esse secretário)”.

Tal medida, proposta pelo governo para outubro do ano passado, só foi votada na Assembléia Legislativa no mês de dezembro e publicada no diário oficial no último dia 26, sem as melhorias tão esperadas, como o pagamento do retroativo referente aos anos de 2012 e 2013 e o enquadramento dos policiais de classe especial nas classes 1A e 2A.

“Com tal medida o tempo de interstício de muitos policiais será desconsiderado na transposição paras as classes recém-criadas (alguns com mais cinco anos de interstício), esses para mudarem para as novas referências, terão que esperar mais três anos, ficando assim injustiçados com a medida de Lucio Mascarenhas”. “Injustiça que ele não permitiu que ocorresse quando tratou do PCCS de sua categoria, o quadro geral”. Afirmou ainda a diretoria.

Por fim a diretoria da Aspol convoca todos os policiais civis do Tocantins para manterem-se unidos na busca dos compromissos assumidos pelo governo do Estado para com a categoria. “Somente juntos conseguiremos as conquistas dos nossos direitos”, finalizou Davi. (Ascom Aposl)